O pedido de Zezé Di Camargo para tirar do ar seu especial de fim de ano, após a presença de Lula no lançamento do SBT News, virou um caso político com memória longa.
Em vídeo publicado em 15.dez.2025, o cantor criticou a participação de autoridades no evento institucional do canal de notícias, realizado em 12.dez.2025, e disse que não queria ver o programa associado àquele momento. Poucas horas depois, o SBT confirmou que decidiu não exibir o especial.
A reação nas redes ganhou outra camada quando voltou a circular o histórico de 2002: segundo o Metrópoles, a empresa da dupla firmou contratos com a campanha de Lula para estrutura e apresentações em comícios, e Zezé e Luciano também participaram do último programa eleitoral daquele ano.
O contraste entre 2002 e 2025 ajuda a explicar a polarização do episódio. Para críticos, a mudança vira argumento de incoerência; para defensores, é reposicionamento. Para o SBT, o custo é reputacional: ao lançar um canal de hard news, qualquer gesto institucional vira munição para boicote e pressão de audiência.
Na política, a disputa é simbólica: quem “legitima” quem em evento de mídia — e quem paga o desgaste na base.
Sem novos posicionamentos oficiais além das notas e do vídeo, o caso tende a seguir como disputa simbólica — mais sobre identidade e pertencimento nas redes do que sobre programação de TV.
Fontes: Poder360, Metrópoles, Fundação Perseu Abramo.
