Tempo seco exige mais água – mas não significa que todo mundo precise de eletrólitos

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Com a umidade podendo ficar abaixo de 15% em áreas do Centro-Oeste nesta segunda-feira (24), aumenta a perda de água pela respiração e pela pele.

Mas uma orientação que circula nesta época do ano precisa de correção: água pura continua sendo suficiente para hidratar a maioria das pessoas.

O Ministério da Saúde recomenda aumentar a ingestão de água e outros líquidos sem álcool durante períodos de calor e baixa umidade. Não há indicação geral para colocar sal na garrafa nem evidência de que a água fique “vazia” ou deixe de hidratar as células porque o ar está seco.

Eletrólitos, como sódio e potássio, ganham importância principalmente quando há perda relevante pelo suor, como em exercícios prolongados, trabalho pesado sob calor intenso, vômitos ou diarreia. Nessas situações, a reposição precisa considerar água e sais minerais.

Também existe o problema oposto. Beber volumes excessivos de água em pouco tempo pode reduzir perigosamente a concentração de sódio no sangue, quadro chamado hiponatremia. O risco é mais conhecido entre atletas de provas longas e pessoas que forçam a ingestão de líquidos muito além da necessidade.

Adicionar uma “pitada de sal” à água por conta própria não é uma recomendação universal e pode ser inadequado para pessoas com hipertensão, doenças renais ou cardíacas.

No tempo seco, a regra prática continua simples: beber água regularmente, evitar excesso de álcool, reduzir esforço nas horas mais quentes e observar sinais como tontura, fraqueza, confusão ou redução importante da urina.

Siga o @dia1brasil para acompanhar orientações de saúde durante o período de calor e baixa umidade.

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