Ao menos 15 mulheres por dia foram hospitalizadas no país entre 2008 e 2023 em casos relacionados à violência. O estudo da Unifesp analisou 90.798 internações de mulheres de 20 a 59 anos registradas pelo SUS.
Mais de 81% das internações ocorreram em caráter de urgência e 67% exigiram leitos cirúrgicos. São Paulo, Bahia e Minas Gerais concentraram 46% dos casos em números absolutos. Proporcionalmente à população, Rio Grande do Norte e Pará registraram as maiores taxas.
O perfil clínico mais frequente, com 17,2% dos casos, reúne mulheres de 20 a 29 anos submetidas a cirurgias de emergência por politraumatismos ou ferimentos no tórax. O grupo de maior gravidade, equivalente a 5,5%, inclui agressões por arma de fogo ou envenenamento, com maior necessidade de UTI e risco de morte.
Outra pesquisa dos mesmos autores, ainda preliminar, analisou 720 prontuários entre 2020 e março de 2026. Em 60,2% deles, os médicos não registraram qual instrumento foi usado na agressão. A falta desse dado dificulta identificar padrões e planejar ações específicas de prevenção e proteção.
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