Alessandro Vieira classifica como “decepção” a rejeição da CPI do Banco Master pelo STF, mas promete continuar a luta por investigação.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) manifestou sua insatisfação, nesta quarta-feira (23), com a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master.
Para Vieira, a decisão representa uma “decepção”, mas não encerra a discussão sobre a responsabilidade do Senado em relação à criação do colegiado. “A decisão do ministro Zanin é uma decepção, como aliás tem sido decepcionante a atuação do STF em geral. Sob o ponto de vista formal, vamos juntar ainda mais informações e pedir que o ministro revise seu entendimento”, declarou o senador.
Objetivo da CPI
A CPI proposta visava apurar possíveis vínculos entre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF, e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O caso ganhou notoriedade, pois Vorcaro está preso desde março e é acusado de envolvimento em diversos esquemas financeiros.
Alessandro Vieira já havia acionado o STF, alegando a suposta omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), quanto ao requerimento de CPI protocolado em 9 de março de 2026. Contudo, Zanin considerou que a omissão não foi devidamente comprovada, destacando que o pedido não esclareceu como ocorreu a tramitação e qual foi a postura de Alcolumbre diante de outros requerimentos relacionados ao Banco Master.
Controvérsias sobre a atuação do Senado
O senador contestou a interpretação de que seria necessário considerar outros requerimentos para avaliar a demora na instalação da comissão. “Sob o ponto de vista prático, a omissão de Davi Alcolumbre está na categoria dos fatos notórios, aqueles que nem precisam ser provados diante da sua intensa obviedade”, enfatizou Vieira.
O requerimento da CPI foi protocolado em um período de quase seis meses sem leitura no Senado, o que levantou questionamentos sobre a transparência e a agilidade do processo legislativo. O parlamentar destacou que a comissão proposta teria 11 membros titulares e 6 suplentes, com um prazo de 120 dias e um teto de R$ 50 mil em despesas, com o intuito de investigar relações entre Moraes, Toffoli, Vorcaro e pessoas ligadas ao Banco Master.
“Esse caso envolve a credibilidade das instituições democráticas. A tentativa contínua de ocultar escândalos apenas enfraquece a confiança que a população ainda pode ter na Justiça”, concluiu Vieira, reiterando a importância da investigação e da transparência nos processos políticos.


