A ansiedade pode ter influência genética maior do que muita gente imagina, mas isso não significa destino fechado.
Um estudo publicado na revista científica Nature Genetics analisou dados de mais de 850 mil pessoas e identificou 58 variantes genéticas associadas a transtornos de ansiedade. A pesquisa não encontrou um “gene da ansiedade”, e sim um conjunto de fatores que, somados, podem aumentar a predisposição.
Na prática, isso ajuda a explicar por que a ansiedade aparece com frequência em algumas famílias. Pais, filhos e irmãos podem compartilhar parte do risco biológico, mas também dividem ambiente, hábitos, rotina, forma de lidar com medo, pressão e conflitos.
Especialistas ouvidos pelo UOL reforçam que a herança genética é apenas uma parte da conta. Sono ruim, excesso de estímulos, uso constante de celular, estresse crônico, traumas e falta de descanso podem intensificar sintomas em quem já tem maior vulnerabilidade.
O Transtorno de Ansiedade Generalizada, conhecido como TAG, pode causar falta de ar, irritação, medo constante, taquicardia, dificuldade de concentração e crises recorrentes. Quando os sintomas atrapalham estudo, trabalho, sono ou convivência, a orientação é procurar avaliação com psicólogo ou psiquiatra.

