Apoiadores de Lula migram para Telegram após ação de Flávio Bolsonaro no TSE

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Após a solicitação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para suspender o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão se reorganizando e migrando para o Telegram.

Mobilização no Telegram

O canal de WhatsApp, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), tinha como objetivo mobilizar a base de apoio a Lula durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Desde a sua criação, o canal ganhou destaque e chegou a reunir 3,3 milhões de participantes.

“Vão derrubar o nosso canal. É uma tentativa clara de censura, porque eles dominaram as redes sociais, mas a gente passou deles”, afirmou Janones em um vídeo divulgado nas redes sociais. Ele também convocou os apoiadores a se mobilizarem contra essa tentativa de suspensão.

Até a manhã do último domingo (11/10), mais de 100 mil pessoas já haviam se inscrito no novo canal no Telegram.

Ação no TSE

A ação de Flávio Bolsonaro também envolve o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), sendo acusados de abuso de poder político e econômico, além de uso inadequado das mídias sociais. O presidenciável alega que o canal é utilizado para coordenar a disseminação de informações negativas sobre sua candidatura, incluindo notícias falsas sobre uma suposta desistência e declarações de que ele reduziria aposentadorias, extinguiria o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e cancelaria o aumento do Bolsa Família.

O relator do caso, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, já recebeu a ação e ordenou que Janones, Lula e Alckmin apresentem suas defesas em um prazo de cinco dias. Entretanto, o ministro ainda não decidiu sobre a suspensão do canal. Antes de tomar uma decisão sobre os pedidos urgentes, ele concedeu um prazo de 72 horas para que a campanha de Flávio esclareça se medidas semelhantes já foram solicitadas em outros processos e detalhe as irregularidades atribuídas às publicações.

Com a mobilização crescente no Telegram, a estratégia dos apoiadores de Lula parece ser uma resposta direta ao pedido de Flávio Bolsonaro e à tentativa de censura nas redes sociais.

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