Em setembro, a arrecadação federal cresceu 5,62% em relação ao ano passado, totalizando R$ 239,4 bilhões, segundo a Receita Federal.
A arrecadação das receitas federais alcançou R$ 239,4 bilhões em setembro de 2023, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal. Este resultado representa um crescimento real de 5,62%, descontando a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
Nos primeiros nove meses do ano, a arrecadação totalizou R$ 2,351 trilhões, apresentando uma alta real de 6,97% em relação ao mesmo período de 2022.
Detalhes da arrecadação
As receitas geridas pela Receita Federal somaram R$ 231,4 bilhões em setembro, com um aumento real de 5,03%. No acumulado do ano, essas receitas totalizaram R$ 2,25 trilhões, refletindo uma alta real de 6,89%. Segundo a Receita, o crescimento foi impulsionado principalmente por um aumento significativo na arrecadação de contribuições previdenciárias, PIS/Cofins, Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital, além de recolhimentos de Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O Imposto de Exportação sobre óleo bruto também contribuiu para os resultados positivos.
Arrecadação previdenciária e tributação sobre importações
No que diz respeito à arrecadação previdenciária, o valor alcançou R$ 64,6 bilhões em setembro, com um crescimento real de 6,18%. Esse aumento está associado ao crescimento de 1,72% da massa salarial em agosto de 2023 em comparação ao mesmo mês de 2022, e a um aumento de 7,42% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário no mesmo período.
Além disso, houve um crescimento de 14,88% nas compensações tributárias relacionadas à receita previdenciária em setembro de 2023, em comparação ao mesmo mês do ano anterior. A Receita Federal também destacou a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos como fatores relevantes.
Os tributos sobre importações arrecadaram R$ 13,3 bilhões em setembro, mostrando um aumento real de 21,07%, o que se deve ao crescimento das importações e ao aumento das alíquotas efetivas de tributos, além da diminuição de 4,15% na taxa média de câmbio. O IRRF sobre rendimentos de capital somou R$ 12,06 bilhões, com um crescimento real de 9,68%, impulsionado pelo aumento da arrecadação sobre aplicações de renda fixa e pela tributação de dividendos.
No acumulado do ano, a arrecadação da Previdência chegou a R$ 575,9 bilhões, com um crescimento real de 5,16%. O IRPJ e a CSLL arrecadaram R$ 444,2 bilhões, com uma alta de 5,76%. O IRRF sobre rendimentos de capital totalizou R$ 131,15 bilhões entre janeiro e setembro, demonstrando um aumento real de 17,57%. Já as receitas do PIS/Pasep e da Cofins somaram R$ 466,55 bilhões, com um crescimento real de 4,1% no mesmo período.


