O áudio atribuído a Flávio Bolsonaro reduziu a margem para tratar o caso Master como problema distante da pré-campanha.
A defesa ainda sustenta que houve patrocínio privado, mas a disputa passou a girar em torno da origem, do destino e da finalidade dos recursos.
Segundo o Intercept Brasil, Flávio negociou com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, um compromisso de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para financiar “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro.
A CNN informou que documentos apontam ao menos US$ 10,6 milhões já pagos. Flávio afirmou que não houve dinheiro público, vantagem ilegal, intermediação com governo ou recebimento pessoal de valores.
O problema político é direto: Flávio tenta ocupar o espaço eleitoral do pai em 2026 e depende de confiança interna para manter a candidatura.
Aliados ouvidos pela CNN admitem desgaste, embora digam que o caso ainda não barra a campanha. Outro relato aponta que bolsonaristas passaram a discutir alternativas, inclusive Michelle Bolsonaro, caso o impacto cresça.
A pressão aumenta porque Vorcaro está preso e sua defesa entregou proposta de delação à PGR e à PF.
O acordo ainda depende de análise e homologação no STF. Até agora, não há comprovação pública de contrapartida ilegal envolvendo Flávio. Informação em apuração.
A próxima disputa será menos sobre o filme e mais sobre os documentos que ainda podem aparecer.
Se novas provas vincularem pagamento, acesso político e benefício regulatório, Flávio perderá controle sobre a própria explicação antes da convenção.
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