A crise diplomática não interrompe comércio, viagens ou serviços consulares.
O Brasil decidiu manter sua embaixada em Buenos Aires sob o comando de um encarregado de negócios.
O embaixador Julio Bitelli não retornará ao posto após novos ataques públicos do presidente Javier Milei a Lula. Os dois países continuam mantendo relações diplomáticas.
Na prática, a medida reduz o nível de interlocução política. Tratados, tarifas, regras do Mercosul, contratos empresariais e operações de fronteira permanecem válidos. Até agora, exportadores brasileiros não informaram prejuízos diretamente ligados à decisão.
O Mercosul também continua funcionando.
Diplomatas e equipes técnicas podem participar das reuniões, mas a ausência de um embaixador dificulta negociações que exigem contato direto com ministros e com a Presidência argentina.
Consulados seguem atendendo brasileiros normalmente. Emissão de documentos, assistência a residentes e estudantes, regras de entrada e circulação de turistas não foram alteradas.
Projetos de energia, como a importação de gás argentino de Vaca Muerta, não foram suspensos. A crise, porém, pode atrasar decisões políticas, investimentos e acordos que dependem dos dois governos.
O chanceler argentino, Pablo Quirno, afirmou que Buenos Aires não adotará medida equivalente. A próxima consequência dependerá da duração do rebaixamento e de novos atos de Milei.
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