Casa branca monitora suspeita de peste na Rússia; cerca de 200 pessoas estão sob observação

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A morte de uma funcionária de 28 anos de um instituto russo especializado em peste continua sendo acompanhada por autoridades dos Estados Unidos e da Rússia.

Darya Shipilova trabalhava no Instituto Antipeste de Irkutsk, na Sibéria, e morreu após desenvolver uma pneumonia grave cuja causa ainda não foi oficialmente esclarecida.

Relatos da imprensa russa afirmam que Darya teria quebrado, em 25 de setembro, um tubo contendo Yersinia pestis. O governo russo não confirmou essa versão. A agência sanitária Rospotrebnadzor afirma que não encontrou registro de acidente com agentes patogênicos e classificou a morte como decorrente de “pneumonia de origem desconhecida”.

A atualização mais recente indica que cerca de 200 pessoas que tiveram contato direto ou indireto com a pesquisadora foram colocadas sob observação ou isolamento. Mais de 60 funcionários do instituto também permanecem isolados. Hospitais da região adotaram restrições, uma fábrica de alumínio determinou uso de máscaras e a chefe da agência sanitária russa, Anna Popova, viajou a Irkutsk para acompanhar a situação.

Até agora, porém, não há casos secundários confirmados. O governador de Irkutsk, Igor Kobzev, informou que os contatos identificados foram examinados e permanecem sem sinais da doença. As autoridades russas afirmam que a situação epidemiológica está estável.

Nos Estados Unidos, o secretário de Estado Marco Rubio disse nesta segunda-feira (5) que Washington acompanha o caso de perto, mas afirmou que, neste momento, não vê motivo para alarme. O Departamento de Estado também informou que trabalha com o CDC e pediu às autoridades russas divulgação rápida e transparente das informações.

A peste pneumônica é grave e pode ser transmitida entre pessoas em contato próximo por gotículas respiratórias, mas responde a antibióticos quando identificada precocemente. A principal dúvida permanece a mesma: confirmar se Darya realmente contraiu peste e esclarecer se houve ou não exposição dentro do laboratório

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