O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), utilizou suas redes sociais na última sexta-feira (16) para reiterar seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
A manifestação ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sugerir que Cleitinho “ficasse quietinho” e não se envolvesse na campanha do segundo turno no estado.
Em um vídeo, Cleitinho explicou seu apoio a Flávio Bolsonaro, destacando sua afinidade ideológica com a direita e sua gratidão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, segundo ele, o auxiliou durante sua campanha ao Senado.
“Desde janeiro deste ano, já declarei meu apoio ao Flávio Bolsonaro. Isso está registrado na tribuna do Senado. Faço isso porque me identifico com a direita e por gratidão ao Jair Messias Bolsonaro, que me apoiou na minha eleição para o Senado”, afirmou o governador eleito.
Demandas de Cleitinho a Flávio Bolsonaro
Na mesma gravação, Cleitinho ressaltou que não solicitou cargos ou ministérios a Flávio, mas apresentou duas demandas relevantes para os trabalhadores e a situação fiscal de Minas Gerais. A primeira delas foi a solicitação de apoio ao fim da escala de trabalho 6×1, um modelo em que os trabalhadores atuam por seis dias seguidos e têm apenas um dia de descanso. Essa proposta é uma bandeira política do presidente Lula e foi aprovada no Congresso nesta semana.
A segunda demanda refere-se à dívida do estado de Minas Gerais com a União, que, conforme Cleitinho, alcança R$ 200 bilhões. “O que pedi ao Flávio? Que essas prestações pudessem ser revertidas para Minas Gerais em obras de infraestrutura, segurança pública e saúde, que são competências do governo federal. Ele fez esse compromisso comigo”, disse.
Apesar de reafirmar seu apoio ao candidato do PL, Cleitinho expressou a intenção de procurar o presidente eleito, independentemente do resultado das eleições, para discutir alternativas para as contas públicas do estado.
Comentários de Lula
A declaração de Lula ocorreu durante um ato de campanha em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, na mesma data. O presidente disse que Cleitinho não precisava apoiá-lo, mas deveria evitar se envolver ativamente na campanha de Flávio Bolsonaro. “Tenho certeza de que Cleitinho é esperto. Ele não precisa me apoiar, só tem que ficar quietinho, porque só tem a ganhar no final das eleições”, afirmou Lula. “Cleitinho tem que saber que a única chance que ele tem de recuperar o estado é se eu ganhar as eleições, para tratá-lo com respeito”, completou.
O presidente também alertou que, caso não vença a disputa presidencial, Minas Gerais poderá se tornar um “cemitério de obras paralisadas”. Lula busca ampliar seu apoio no estado, considerado estratégico na disputa, especialmente entre os mais de 3,7 milhões de eleitores mineiros que não compareceram às urnas no primeiro turno.
Flávio Bolsonaro também esteve em Minas Gerais na quinta-feira (15), onde participou de um compromisso de campanha em Capelinha, no norte do estado.


