Nesta quarta-feira, o Brasil apresenta chuvas intensas no Sul e Sudeste, enquanto o Nordeste enfrenta calor e tempo seco. Confira os detalhes.
Na quarta-feira (14), as condições climáticas no Brasil exigem atenção em diversas regiões devido à formação e movimentação de uma área de baixa pressão atmosférica. Essa situação, associada à circulação de umidade, resulta em chuvas intensas, temporais e rajadas de vento que podem alcançar até 70 km/h.
Enquanto algumas áreas do país enfrentam o risco de acúmulos elevados de água e alagamentos, outras continuam sob a influência de um calor intenso e tempo seco. A Região Sul destaca-se com os maiores volumes de precipitação previstos, especialmente no Paraná, onde acumulados pontuais podem atingir até 80 milímetros.
Além do Paraná, os estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul também apresentam condições propensas a episódios de chuvas fortes e tempestades localizadas, elevando o alerta para possíveis transtornos em áreas urbanas e bacias hidrográficas.
Instabilidade no Sul e Sudeste
No Sul, a instabilidade climática afeta fortemente o Paraná, o norte de Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul. O deslocamento da baixa pressão proveniente do Paraguai intensifica a formação de nuvens carregadas, aumentando o risco de enxurradas e inundações, especialmente em rios que já apresentam vazões elevadas.
Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a nebulosidade deve persistir, com pancadas mais intensas entre a tarde e a noite, acompanhadas de raios e, em alguns casos, granizo.
No Sudeste, São Paulo e Rio de Janeiro também enfrentam tempo instável, impulsionado por cavados atmosféricos e pela formação de uma baixa pressão no litoral paulista. O litoral, a Grande São Paulo e o interior do estado devem registrar chuvas moderadas a fortes, enquanto áreas fluminenses e o Sul de Minas Gerais também podem ser afetadas por temporais.
Por outro lado, o norte de Minas Gerais apresenta índices alarmantes de baixa umidade relativa do ar, que podem chegar a 12%.
Calor intenso no Nordeste
Enquanto o Centro-Sul do país enfrenta um excesso de água, o Nordeste continua a experimentar o domínio do calor e da seca. O interior nordestino apresenta índices de umidade em níveis críticos, variando entre 12% e 30%, o que intensifica o desconforto térmico e o ressecamento da vegetação. No litoral, as chuvas são fracas e isoladas, resultantes da brisa marítima.
A Região Norte, por sua vez, apresenta características típicas da primavera amazônica, com chuvas moderadas a fortes, acompanhadas de trovoadas e descargas elétricas.
Os maiores acumulados de chuva estão concentrados na parte oeste da Amazônia, favorecidos pela combinação de altas temperaturas e umidade elevada, enquanto o restante da região alterna entre períodos de sol, nuvens e chuvas passageiras.


