Clínica de massoterapia na Asa Norte é fechada por exploração sexual

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A operação realizada na tarde de segunda-feira (14), pela 2ª Delegacia de Polícia da Asa Norte, desmantelou uma clínica de massoterapia, que na verdade era um ponto de exploração sexual. Localizada no subsolo da quadra 410 Norte, o estabelecimento prometia alívio do estresse e equilíbrio do corpo, mas o aroma no ar denunciava outra realidade.

Conhecida pelo serviço denominado “xerecada suprema”, a clínica atraía um grande número de clientes e faturava aproximadamente R$ 1,5 mil por dia nas mãos da cafetina responsável. O sucesso do negócio estava atrelado à ilusão de sigilo absoluto, atraindo frequentadores em busca de uma experiência clandestina.

Estratégia de disfarce

Externamente, a clínica apresentava uma imagem puritana, mas no ambiente virtual, mantinha uma página com conteúdos explícitos, revelando a verdadeira natureza dos serviços oferecidos. Os anúncios eram repletos de sensualidade e prometiam uma experiência além do convencional, com mais de 20 “terapeutas” disponíveis para atender os clientes.

A entrada era cuidadosamente planejada para garantir a discrição. Durante o horário comercial, os clientes acessavam o local por uma escada lateral, enquanto à noite e nos fins de semana, a entrada era feita pelos fundos, após confirmação via interfone. No interior, os clientes eram recebidos em um ambiente climatizado, onde a transação financeira ocorria com rapidez e eficiência.

Funcionamento e fechamento

Os encontros, que custavam entre R$ 250 e R$ 300, apresentavam uma fatura disfarçada, onde os serviços eram registrados como “terapia” ou “massagem”, com valores entre R$ 170 e R$ 200. A diferença era disfarçada sob o nome de “aditivo especial”, que correspondia ao serviço de exploração sexual.

Após cada sessão, R$ 120 eram destinados à administradora da clínica. Os clientes eram então conduzidos a uma sala privativa, onde podiam escolher entre as “terapeutas” disponíveis. A operação da polícia resultou em uma invasão que revelou uma série de materiais, incluindo aparelhos celulares, contabilidade da clínica e máquinas de cartão, além de itens utilizados nos atendimentos.

A investigação também mostrou que as chaves Pix que alimentavam o caixa estavam ligadas a familiares da gerência. Este fechamento marca o segundo grande golpe da 2ª DP contra a exploração sexual mascarada na região, deixando os frequentadores da capital sem um de seus espaços mais procurados.

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