Crescimento do PL gera incertezas sobre a liderança de Motta e Alcolumbre no Congresso

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O fortalecimento do PL nas eleições de 2026 traz novos desafios às articulações para as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, que serão definidas em fevereiro de 2027.

Os atuais líderes, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), precisam agora negociar com uma bancada bolsonarista que se ampliou em relação ao grupo que eles enfrentaram quando assumiram seus cargos em 2025.

Desafios para a reeleição de Motta

A situação de Hugo Motta foi abordada em um evento realizado na última quarta-feira (7/10), onde o Republicanos formalizou seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa do segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a coletiva, o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira (SP), destacou que há resistência interna no PL à recondução de Motta à presidência da Câmara.

“Os Republicanos têm respeito aos seus quadros, têm respeito ao Hugo Motta. Eu disse isso no meu discurso, que a gente apoia o candidato respeitando as peculiaridades locais. Agora, evidentemente, já fui informado de que há uma resistência do PL. Importante registrar que não é do Flávio, é da bancada eleita do PL. Mas isso é algo que teremos que dialogar”, afirmou Pereira.

A resistência à Motta se intensificou após seu apoio à reeleição de Lula, com a participação em eventos ao lado de aliados do petista na Paraíba. Essa aproximação gerou reações negativas no PL, e o líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), já expressou interesse em concorrer à presidência da Câmara.

“O Republicanos estará com o Hugo Motta incondicionalmente. E vamos buscar a aliança dos demais partidos para que ele continue mais dois anos”, garantiu Pereira, ressaltando que a posição distinta de Motta em relação ao apoio nacional pode ser vista como uma estratégia para manter sua relevância política.

PL se expande no Congresso

O crescimento da bancada do PL é um fator crucial nas negociações para a nova legislatura. O partido, que começou a atual legislatura com 99 deputados, agora elegeu 121, enquanto no Senado, a bancada aumentou de 12 para 28 senadores. Apesar dessa ampliação, o PL ainda precisa do apoio de outras legendas para eleger seus presidentes nas duas Casas.

  • Câmara: 121 deputados;
  • Senado: 28 senadores;
  • Maioria na Câmara: 257 votos necessários;
  • Maioria no Senado: 41 votos necessários.

Essa nova configuração, embora amplie a influência do PL, não elimina sua dependência do Centrão, que elegeu 234 deputados, incluindo 87 do União Progressista e 41 do Republicanos.

Alcolumbre também enfrenta incertezas

Davi Alcolumbre, cujo mandato termina em fevereiro de 2027, também busca a reeleição. No entanto, sua relação com o PL se deteriorou ao longo do ano, especialmente após sua recusa em avançar com pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A discussão sobre a PEC do fim da escala 6×1 se tornou um novo ponto de tensão, com senadores aliados a Flávio buscando adiar a votação.

Mesmo com 28 senadores, o PL não atinge os 41 votos necessários para assegurar a presidência do Senado. Assim como na Câmara, será vital negociar com outras siglas, como Republicanos, PP e União Brasil.

Com as eleições do segundo turno se aproximando, a dinâmica política se intensifica, e as alianças formadas agora poderão definir o futuro de Motta e Alcolumbre à frente do Congresso.

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