O debate presidencial da Band, realizado no domingo (18), forneceu material para as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) produzirem vídeos e ataques nas redes sociais.
Entretanto, avaliações qualitativas e análises do confronto identificaram dificuldades dos dois candidatos para conquistar eleitores ainda indecisos.
Flávio adotou uma postura de confronto, pressionou Lula e buscou provocar reações que pudessem ser aproveitadas nas plataformas digitais. O presidente respondeu às acusações, mas demonstrou irritação em alguns momentos e deixou de explorar temas que poderiam favorecer sua campanha.
As avaliações não foram uniformes. Grupos qualitativos registraram percepções favoráveis ao desempenho de Flávio em aspectos como segurança e clareza, enquanto outras análises identificaram riscos na agressividade do senador. Na campanha petista, aliados também reconheceram erros de Lula e discutem mudanças para o próximo encontro.
Um levantamento da Datrix mostrou que a vantagem de Flávio nas menções positivas em relação às negativas diminuiu após o debate. Já um estudo da Ativaweb registrou maior alcance dos vídeos publicados pela campanha de Lula. Esses indicadores medem circulação e reação digital, não conversão de votos.
Com as pesquisas apontando uma disputa apertada, as equipes trabalham para corrigir impressões negativas e responder aos ataques que ganharam circulação. Os eleitores indecisos recebem atenção especial porque pequenas mudanças podem ser relevantes numa eleição equilibrada.
O próximo confronto, marcado para sexta-feira (23), na TV Globo, será a última oportunidade de debate entre os candidatos antes da votação de domingo (25).
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