Na última quinta-feira (17), o Debate Mais Goiás 2026 foi realizado em Goiânia, reunindo os candidatos Daniel Vilela (MDB), Marconi Perillo (PSDB), Wilder Morais (PL) e Luis Cesar Bueno (PT). O evento teve duração de cerca de uma hora e meia, dividido em quatro blocos, onde assuntos como saúde, educação, finanças do Estado, exploração de terras raras, infraestrutura e segurança pública foram amplamente discutidos. O clima esquentou especialmente no terceiro bloco, onde os candidatos trocaram farpas e acusações.
Primeiro Bloco: Saúde e Educação em Debate
No primeiro bloco, um dos momentos mais acalorados aconteceu entre Wilder Morais e Daniel Vilela. O senador questionou o governador sobre as longas filas na saúde, ressaltando a crise no setor. Vilela, por sua vez, defendeu sua administração, citando ações como a estadualização de hospitais e a construção do Hospital da Mulher, além de mencionar que mais de 35 mil cirurgias eletivas foram realizadas no ano anterior. Wilder, em resposta, pediu que o governador “colocasse a mão na consciência” diante das dificuldades enfrentadas pela população.
A educação também foi tema de intensos debates. Luis Cesar criticou a gestão de Daniel na Universidade Estadual de Goiás (UEG) e enfatizou a necessidade de escolas em tempo integral e valorização dos professores. Vilela mencionou os resultados positivos da rede estadual e o programa Goiás pelo Mundo, ao que Luis Cesar respondeu que a iniciativa era insuficiente e prometeu expandir o ensino integral caso fosse eleito.
Segundo Bloco: Segurança Pública em Foco
No segundo bloco, o tema segurança pública dominou as perguntas dos jornalistas. Francisco Costa questionou Luis Cesar sobre a utilização de câmeras nas fardas dos policiais, a qual recebeu apoio do petista, que destacou a importância de valorizar as forças de segurança. Luis Cesar também prometeu aumentar o efetivo policial e investir na Polícia Civil para enfrentar organizações criminosas.
Marconi Perillo foi questionado sobre feminicídio e destacou as iniciativas de suas gestões, como a criação de delegacias especializadas, prometendo ampliar a proteção às mulheres. Ao ser indagado sobre como financiar novas contratações de policiais, Marconi insistiu que uma gestão eficiente poderia liberar recursos para segurança, saúde e educação.
Conflitos e Acusações no Terceiro Bloco
O terceiro bloco foi marcado por tensões, especialmente entre Marconi e Daniel, que discutiram as obras do governo. Marconi acusou Vilela de se apropriar de projetos iniciados anteriormente e de criar “narrativas falsas”. As trocas de acusações aumentaram de tom, culminando em um momento em que Marconi exclamou: “Deixa de ser mentiroso, rapaz”.
Além do embate entre Marconi e Daniel, as críticas sobre infraestrutura e desenvolvimento econômico também foram apontadas. Luis Cesar afirmou que Goiás estava perdendo espaço para estados vizinhos devido à falta de investimentos. Daniel rebateu, mencionando que o Estado possui mais de 800 obras em andamento.
Quarto Bloco: Propostas Para o Agronegócio e Terras Raras
No quarto e último bloco, Daniel Vilela questionou Wilder sobre propostas para o agronegócio. Wilder se comprometeu a apoiar pequenos e médios produtores e a evitar a criação de novas taxas. Daniel respondeu destacando a importância de obras de infraestrutura para o escoamento da produção.
Wilder também abordou a exploração de terras raras, perguntando a Luis Cesar como ele planejava transformar a atividade mineral em desenvolvimento. Luis Cesar sugeriu a industrialização dos minerais dentro do Estado e a criação de um “Vale das Terras Raras”, enfatizando a importância de respeitar a soberania nacional na exploração mineral e seu potencial para impulsionar a economia do Estado.
O debate evidenciou a diversidade de opiniões e propostas entre os candidatos, refletindo os desafios enfrentados por Goiás em temas cruciais para a população.



