Após uma entrevista exclusiva concedida por Roberta Luchsinger à CNN Brasil no último sábado (17), o deputado federal Marcel Van Hattem, do partido Novo-RS, fez um pedido formal ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que a empresária e suas filhas sejam incluídas no programa de proteção à testemunha.
Na ocasião, Van Hattem assistiu à entrevista acompanhado dos colegas Luciano Zucco, governador do Rio Grande do Sul, e do senador eleito Sanderson, e os três manifestaram a urgência em garantir a segurança de Luchsinger. Em uma postagem na plataforma X, o deputado destacou: “Eu, Zucco e Sanderson estamos assistindo juntos à entrevista de Roberta Luchsinger à CNN. Estamos solicitando imediatamente sua inclusão no programa de proteção à testemunha. Suas denúncias contra Lula são gravíssimas e demonstram o enorme risco de vida que ela e suas filhas correm.”
Pedido de proteção por parte da oposição
O deputado federal Gilberto Silva, do PL-PB e líder da oposição na Câmara, também protocolou um pedido similar em diversas instituições, solicitando proteção a Luchsinger. Silva declarou nas redes sociais que a “Oposição não vai esperar o Governo decidir se a vida dela é conveniente”.
Conforme o parlamentar, ofícios foram enviados à Polícia Federal, ao Ministério da Justiça e à PGR, exigindo uma resposta imediata. Além disso, ele informou que protocolou um Requerimento de Informação ao Ministro da Justiça, solicitou a convocação do ministro à Comissão de Segurança Pública e pediu uma audiência pública nas Comissões de Direitos Humanos e da Mulher. Silva ainda enviou ofícios à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e à Comissão Nacional de Direitos Humanos.
“Se o Estado não proteger, levamos à Comissão Interamericana. Ninguém vai calar uma testemunha neste País”, enfatizou Silva.
Denúncias e reações
Na entrevista, Roberta Luchsinger afirmou que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, se reuniu “inúmeras vezes” com ministros do governo do pai, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é candidato à reeleição. Luchsinger contestou as declarações de Lula, que afirmou não ter conhecimento de tais encontros.
A empresária manifestou também seu desejo de realizar uma delação premiada e garantiu que não poupará Lula nem Lulinha em suas revelações. Ela e Lulinha são investigados pela Polícia Federal em um inquérito que apura um esquema de fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com suspeitas de tráfico de influência no governo federal.
Em resposta, o presidente Lula já havia chamado Roberta de “pilantra” em entrevistas anteriores e negou qualquer envolvimento com ela. Ele expressou estranheza sobre as declarações feitas por Luchsinger, especialmente por ocorrerem às vésperas do segundo turno da eleição, e destacou que o Brasil já viu, em outras eleições, denúncias sem comprovação usadas para manipulação da opinião pública.


