Os pacientes estão há pelo menos um ano sem antirretrovirais e sem vírus capaz de se multiplicar detectado nos exames.
Os relatos foram divulgados nesta segunda-feira (27) e serão apresentados na quarta-feira (29), durante a 26ª Conferência Internacional sobre Aids, no Rio de Janeiro. Se confirmados pelo acompanhamento prolongado, podem elevar para 13 o número de pessoas descritas como curadas ou em remissão do HIV.
O “paciente de Kansas City”, de 21 anos, recebeu transplantes de células-tronco para tratar uma leucemia agressiva. A doadora tinha duas cópias da mutação CCR5-delta32, que bloqueia uma das principais portas usadas pelo HIV para entrar nas células. O tratamento antirretroviral foi suspenso em fevereiro de 2025, e o vírus permanece indetectável há pelo menos 14 meses.
O segundo paciente foi tratado na Alemanha e também recebeu células com a mutação. Um ano após interromper os medicamentos, os testes não encontraram HIV capaz de voltar a se multiplicar.
Os transplantes foram feitos para combater doenças graves do sangue e envolvem risco elevado de complicações e morte. Portanto, não são indicados como tratamento comum contra o HIV. Os casos ajudam pesquisadores a desenvolver alternativas mais seguras, como terapias genéticas capazes de reproduzir a resistência ao vírus.
Os dois pacientes continuarão acompanhados por anos antes que a cura possa ser considerada definitiva.
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