O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, manifestou neste sábado (31) sua profunda preocupação com a possibilidade de uma nova escalada no conflito entre os Estados Unidos e o Irã.
Segundo ele, essa escalada seria ainda mais destrutiva e teria consequências de larga escala.
A declaração foi feita durante a cúpula de segurança “Diálogo de Manama”, promovida pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) no Bahrein. Abdelatty enfatizou que “uma segunda rodada seria mais perigosa, mais destrutiva e não levaria a lugar nenhum. Precisamos aprender com o passado”.
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Um acordo provisório alcançado em junho não conseguiu estabelecer um cessar-fogo duradouro na contenda envolvendo o Irã, tampouco restaurar a normalidade na navegação pelo Estreito de Ormuz. Desde então, o Irã sugeriu que Washington suspendesse o bloqueio aos seus portos em troca da reabertura, por parte de Teerã, da via navegável que atualmente está fechada, dentro de um prazo de sete dias.
Mediações e propostas de paz
Mediadores do Catar retornaram a Teerã na sexta-feira (30) em uma nova tentativa de intermediar um acordo, mas as partes ainda estão em desacordo sobre a prioridade das negociações, se em relação ao programa nuclear ou ao levantamento do bloqueio e das sanções ao setor petrolífero.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou na quarta-feira (28) que o país mantém contato próximo com intermediários para discutir propostas que visam garantir a implementação de um plano destinado a encerrar a guerra no Oriente Médio. Araqchi frisou que o Irã está disposto a dar uma chance ao caminho diplomático e sugeriu que o plano de sete dias poderia ser concretizado em menos de uma semana, caso seja seguido.
O chanceler iraniano revelou que, conforme a proposta, o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais cruciais para o transporte de energia mundial, poderia ser reaberto se determinadas condições forem atendidas. Entretanto, a proposta foi rejeitada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que levou a novos esforços de mediação por parte do Catar.


