Eleições 2026: Estados com disputas acirradas para governador

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Com as eleições de 2026 se aproximando, ao menos oito estados brasileiros devem definir seus governadores no segundo turno, agendado para o dia 25 de outubro. Um levantamento realizado pelo Metrópoles com base nas últimas pesquisas eleitorais destaca as disputas em que os candidatos aparecem com uma diferença de até 5 pontos percentuais nas intenções de voto.

Além destes, há outros sete estados e o Distrito Federal onde os candidatos estão liderando nas pesquisas, mas ainda existe a possibilidade de que a disputa avance para o segundo turno. Nos demais 11 estados, a expectativa é de segundo turno, porém sem uma competição tão acirrada entre os candidatos.

Disputas acirradas nos Estados

Veja abaixo os estados com as eleições mais acirradas:

Acre:

  • Mailza Assis (PP): 36%
  • Alan Rick (Republicanos): 33%

A diferença entre os candidatos é de 3%. A atual governadora Mailza Assis tenta a reeleição contra o senador Alan Rick, que busca o comando do estado. A eleição no Acre é marcada por uma cena política diversificada, com seis candidatos ao governo, mas Mailza e Alan dominam as intenções de voto. Recentemente, a disputa ganhou um componente jurídico, com Alan questionando a formação acadêmica de Mailza, o que levou o caso à Justiça Eleitoral.

Alagoas:

  • Renan Filho (MDB): 47%
  • JHC (PSDB): 44%

A diferença é de 3%. Em Alagoas, Renan Filho, ex-governador e integrante do grupo dos Calheiros, enfrenta JHC, ex-prefeito de Maceió, que deixou a disputa pelo Senado para concorrer ao governo. A eleição reflete a polarização entre grupos políticos influentes no estado e tem implicações nacionais, dado que envolve relações diferenciadas com o governo federal e repercussões nas eleições para o Senado.

Bahia:

  • Jerônimo Rodrigues (PT): 47%
  • ACM Neto (União Brasil): 43%

A diferença é de 4%. A eleição na Bahia é mais um confronto entre o PT e o grupo de ACM Neto, ex-prefeito de Salvador. Jerônimo busca manter o comando petista no estado, enquanto ACM Neto tenta retornar ao poder estadual após uma derrota em 2022. Esse embate é crucial, já que a Bahia é um importante reduto eleitoral para Lula e o PT, e ACM Neto se posiciona como uma forte oposição.

Mato Grosso:

  • Otaviano Pivetta (Republicanos): 29%
  • Wellington Fagundes (PL): 27%

A diferença é de 2%. O atual governador Otaviano Pivetta tenta se reeleger em um cenário onde o bolsonarismo tem forte presença. Wellington Fagundes, apoiado por esse campo, é seu principal adversário. A concorrência envolve outros candidatos, mas o debate tem se concentrado em gestão e infraestrutura.

Pernambuco:

  • João Campos (PSB): 45%
  • Raquel Lyra (PSD): 43%

A diferença é de 2%. A disputa em Pernambuco ocorre entre a atual governadora Raquel Lyra e o prefeito do Recife, João Campos. Raquel busca a reeleição enquanto Campos tenta ampliar a influência do PSB no estado. A eleição reflete diferentes modelos políticos e, dependendo do resultado, pode impactar a composição das forças políticas em Pernambuco nos próximos anos.

Rio Grande do Norte:

  • Alysson Bezerra (União Brasil): 30%
  • Cadu de Lula (PT): 25%

A diferença é de 5%. A sucessão da governadora Fátima Bezerra abre espaço para uma disputa entre diferentes campos, com Allyson Bezerra e Cadu Xavier representando visões políticas distintas. A presença de outros candidatos, como Álvaro Dias (PL), divide o campo oposicionista.

Rio Grande do Sul:

  • Zucco (PL): 40%
  • Juliana Brizola (PDT): 35%

A diferença é de 5%. A corrida pelo Palácio Piratini é marcada pela força da direita e pela tentativa de ocupar espaço deixado pelo atual governador. Zucco, ligado ao bolsonarismo, enfrenta Juliana Brizola, uma das principais candidatas de centro-esquerda. A eleição também está influenciada por questões relacionadas a desastres naturais e mudanças climáticas.

Sergipe:

  • Fábio Mitidieri (PSD): 43%
  • Valmir de Francisquinho (Republicanos): 38%

A diferença é de 5%. O governador Fábio Mitidieri busca a reeleição contra Valmir de Francisquinho, que traz a oposição com forte presença política no interior. A disputa é intensificada por questionamentos legais envolvendo as campanhas dos candidatos.

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