Milhares de estudantes se concentraram neste sábado (17) em frente ao Ministério da Educação, localizado no centro de Tirana, capital da Albânia.
O ato marca o quinto dia de um movimento crescente que exige a saída do primeiro-ministro Edi Rama.
Os protestos, que começaram pacificamente, rapidamente se tornaram violentos quando um grupo de manifestantes mascarados lançou pedras e coquetéis molotov contra as forças de segurança. Em resposta, a polícia disparou granadas de efeito moral, gás lacrimogêneo e utilizou um caminhão com jato de água para dispersar a multidão.
Incêndios e confrontos em Tirana
Imagens divulgadas pela agência Reuters mostram os estudantes preparando os coquetéis molotov e atacando os policiais. A situação em Tirana se intensificou ao longo da semana, com manifestantes quebrando janelas, incendiando prédios governamentais e entrando em confronto direto com a polícia.
Os protestos foram motivados pela insatisfação com a corrupção e a falta de oportunidades de emprego. O movimento estudantil na Albânia é parte de uma onda maior de manifestações que têm se espalhado por diversas nações europeias, incluindo Itália e França.
Contexto das manifestações na Europa
O descontentamento começou no mês passado nas escolas de ensino médio nos subúrbios mais pobres ao norte de Paris, onde os alunos se rebelaram contra a falta de professores e as condições inadequadas das instalações. O movimento rapidamente se ampliou, passando a abordar questões de desigualdade, gastos públicos e o padrão de vida. A mobilização estudantil na Albânia se insere nesse contexto mais amplo, refletindo uma crescente insatisfação social em várias partes da Europa.


