Fala de Eduarda Campopiano sobre feminicídio volta a circular após eleição

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Uma declaração antiga de Eduarda Campopiano (PL), eleita deputada estadual por São Paulo com 1,95 milhão de votos, voltou a circular nas redes após o primeiro turno.

Em debate com a deputada Fernanda Melchionna (PSOL), Campopiano afirmou: “Eu não acho que feminicídio seja algo que exista”.

Na mesma discussão, ela criticou a tipificação específica do feminicídio e defendeu que crimes cometidos por parceiros fossem tratados como crimes passionais, com agravantes quando houvesse uso de superioridade física.

O feminicídio, porém, é uma categoria prevista na legislação brasileira para homicídios de mulheres relacionados à violência doméstica, familiar, menosprezo ou discriminação à condição feminina.

Campopiano se apresenta publicamente como antifeminista e fez desse discurso uma das marcas de sua atuação política e digital. A fala voltou a ganhar repercussão depois de sua eleição como a deputada estadual mais votada de São Paulo.

Nesta semana, ela também foi alvo de uma representação apresentada ao Ministério Público de São Paulo pela deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL). Favero acusa Campopiano de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero após uma publicação dirigida à deputada federal Erika Hilton (PSOL).

A representação pede abertura de investigação. Até o momento, isso não significa que o Ministério Público tenha oferecido denúncia criminal contra Campopiano nem que exista condenação.

Siga o @dia1brasil para acompanhar política e os desdobramentos do caso.

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