A primeira rodada de debates para os governos estaduais abriu a campanha na televisão sem produzir vencedores claros.
A cobertura publicada após os encontros promovidos pela Band em 12 estados e no Distrito Federal destacou três marcas: nacionalização das disputas, ataques aos atuais governos e ausência de candidatos que lideram pesquisas.
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad recorreram a muitos números, discutiram o governo Lula e transformaram o confronto estadual em uma possível prévia da eleição presidencial de 2030. Segurança, privatizações e economia concentraram as principais divergências.
No Rio de Janeiro, Paraná e Goiás, as ausências de Eduardo Paes, Sergio Moro e Daniel Vilela ocuparam espaço que deveria ser usado para discutir propostas. Os líderes evitaram o risco imediato de um confronto, mas entregaram aos adversários imagens de púlpitos vazios e críticas que poderão ser repetidas na campanha.
No Distrito Federal, a crise do BRB pressionou Celina Leão. Em outros estados, candidatos ligados a Lula, Bolsonaro e aos governadores locais tentaram transferir a polarização nacional para as disputas regionais.
A avaliação predominante foi de uma rodada ainda travada, com discursos preparados e poucas propostas detalhadas. O efeito real dependerá das próximas pesquisas e da forma como cada campanha usará os cortes dos debates nas redes e na propaganda eleitoral.
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