A terça-feira, 6 de outubro, promete um cenário de forte instabilidade climática em grande parte do Brasil.
De acordo com a meteorologia, a presença de um cavado atmosférico acentuado, aliada à elevada umidade, favorece a formação de temporais, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Enquanto as áreas centrais e meridionais do país enfrentam alertas para chuvas intensas e trovoadas, o interior do Nordeste permanece sob um clima seco e quente, com atenção voltada para os índices críticos de umidade relativa do ar.
Na Região Norte, as chuvas continuam em diversos estados, embora haja sinais de diminuição das instabilidades em certas localidades.
Instabilidade no Sul e Sudeste
No Sul, o dia começa com forte instabilidade no Paraná e em Santa Catarina, estendendo-se ao litoral norte do Rio Grande do Sul. O risco de temporais é mais concentrado no leste paranaense e em áreas catarinenses, como a região de Florianópolis.
Conforme avança o dia, espera-se uma redução nas chuvas em boa parte do Sul, com precipitações mais persistentes restritas ao nordeste do Paraná durante a noite.
O Sudeste é uma das áreas de maior preocupação, com volumes de precipitação elevados, destacando-se São Paulo e Rio de Janeiro. Em São Paulo, pancadas de chuva ocorrem desde a madrugada, com potencial para temporais e acúmulo expressivo de água, especialmente nas regiões de Sorocaba e Botucatu. No Rio de Janeiro, a chuva afeta a Grande Rio, a Região Serrana e a Costa Verde, enquanto Minas Gerais apresenta instabilidades no oeste e no sul, em contraste com o clima firme previsto para o Espírito Santo e o norte de Minas.
Aquecimento e instabilidades no Centro-Oeste
Na Região Centro-Oeste, a instabilidade se mantém alta, especialmente em Mato Grosso do Sul, desde o início da manhã. Com o aquecimento diurno, novas frentes de chuva podem se formar em Goiás, no Distrito Federal e em Mato Grosso, onde há riscos de temporais isolados à tarde e à noite. Apesar da cobertura de nuvens e da chuva que ameniza as temperaturas em algumas áreas, o calor continua predominante na maior parte da região.
No interior do Nordeste, a situação permanece inalterada, com tempo seco e quente, e índices críticos de umidade variando entre 12% e 20% em partes do Piauí, Maranhão e Ceará.
Entretanto, a faixa litorânea, que se estende do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia, registra chuvas passageiras, acompanhadas de ventos fortes, com rajadas isoladas que podem alcançar até 70 km/h no litoral norte.
Por fim, a Região Norte apresenta um quadro de instabilidade variado, com diminuição das chuvas no Tocantins e no sul do Pará, onde o sol aparece com mais intensidade. Em contrapartida, estados como Amazonas e Rondônia continuam sob a influência da umidade, com pancadas frequentes e risco de temporais no noroeste amazonense, mantendo o clima abafado típico da estação em grande parte da bacia amazônica.


