O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, se reuniu nesta quinta-feira (15) com representantes da Meta, em Brasília.
A reunião teve como objetivo discutir diversas denúncias e controvérsias relacionadas às ferramentas da empresa durante o período eleitoral, especialmente na reta final das eleições de 2026.
De acordo com informações apuradas, o encontro foi convocado pelo ministro para abordar falhas e possíveis vieses nas plataformas da Meta, com foco principal na Inteligência Artificial (IA) da empresa, que está integrada ao aplicativo WhatsApp.
Denúncias de favorecimento
As denúncias apresentadas à Corte eleitoral pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alegam que a assistente virtual da Meta tem apresentado um comportamento que favorece o candidato Flávio Bolsonaro (PL). Segundo relatos, a IA estaria gerando imagens de campanha associadas a Bolsonaro e ao número 22, enquanto se recusava a fazer o mesmo para Lula, que utiliza o número 13.
Após o questionamento formal da Justiça Eleitoral, os representantes da Meta explicaram as justificativas técnicas e as medidas que estão sendo tomadas para resolver o problema.
Posicionamento da Meta
Em uma nota enviada ao Metrópoles, a Meta declarou que proibiu a geração de imagens de candidatos, em conformidade com as regras eleitorais brasileiras. A empresa afirmou: “Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens.”
No entanto, a Meta ainda não se pronunciou sobre o motivo de a IA ter permitido a criação de imagens relacionadas a Flávio Bolsonaro. Em um teste realizado pela coluna do Metrópoles, a IA do WhatsApp se recusou a gerar uma imagem com a frase “Lula 13”, mas gerou uma arte com o nome “Flávio” e o número “22” logo em seguida.
O encontro entre Kassio Nunes Marques e a Meta reflete a crescente preocupação com o uso de tecnologias digitais nas campanhas eleitorais e suas implicações para a democracia.


