Um estudo de fase 3 apontou que 55% dos pacientes tratados com Lorbrena, da Pfizer, estavam vivos e sem progressão do câncer de pulmão após sete anos. No grupo que recebeu Xalkori, o índice foi de 3%.
Os dados são do estudo CROWN, com 296 pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células avançado ou metastático e ALK-positivo, uma alteração genética que orienta o uso de terapias-alvo. A análise estimou redução de 81% no risco de progressão da doença ou óbito em comparação ao Xalkori.
O resultado vale para um grupo específico de pacientes, e não para todos os casos de câncer de pulmão. Segundo a Pfizer, o Lorbrena também reduziu em 94% o risco de progressão intracraniana, ligada a metástases no sistema nervoso central, e 44% dos participantes seguiam em tratamento no momento da análise.
A segurança exige acompanhamento médico. Eventos adversos graves ocorreram em 77% dos pacientes que usaram Lorbrena e em 57% dos que receberam Xalkori; os efeitos mais relatados incluíram inchaço, ganho de peso, alterações cognitivas, alterações de humor e aumento de colesterol e triglicerídeos.
No Brasil, a Anvisa aprovou o lorlatinibe como primeira linha para CPNPC avançado ALK+ em 2021, e a ANS incluiu o medicamento na cobertura obrigatória dos planos em 2022. A indicação depende de teste para ALK e decisão do oncologista.

