O governo Lula pode sofrer nesta quinta-feira (30) a segunda derrota política em menos de 24 horas.
Depois de o Senado barrar a indicação de Jorge Messias ao STF por 42 votos a 34, o Congresso analisa agora o veto presidencial ao projeto da dosimetria. A proposta muda regras de cálculo e progressão de pena para condenados pelos atos de 8 de janeiro e é defendida por setores da oposição.
A votação virou novo teste de força. Para derrubar o veto, deputados e senadores precisam formar maioria absoluta em votações separadas. Se isso ocorrer, o texto aprovado pelo Congresso volta a valer, mesmo contra a posição do Planalto.
A derrota de Messias teve peso histórico: foi a primeira rejeição de uma indicação ao Supremo em 132 anos. O episódio expôs a dificuldade do governo em organizar maioria no Senado e ampliou o desgaste com Davi Alcolumbre, que comanda o Congresso.
A sequência preocupa o Planalto porque ocorre a poucos meses das eleições de outubro. Mais do que uma disputa jurídica, a dosimetria virou sinal político: o Congresso testa seus limites, a oposição mede força e Lula entra na reta eleitoral com derrotas acumuladas em temas de alta visibilidade.

