O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está inclinado a aceitar a indicação do republicano Daniel Perez para o cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil.
A concessão de agrément, que é a aprovação diplomática por parte do governo brasileiro, deve ser realizada até o final do ano, mesmo no caso de Lula não ser reeleito.
De acordo com a equipe diplomática do Palácio do Planalto, o Itamaraty não encontrou até o momento nenhum obstáculo que impeça a nomeação de Perez, escolhido pelo ex-presidente Donald Trump. A análise do nome, que é um procedimento padrão, havia sido suspensa até a definição do segundo turno das eleições, o que atrasou a aprovação para outros países, entre eles Estados Unidos, Ucrânia e Síria.
Aprovação no Senado e criticas à divulgação
Daniel Perez, que atualmente ocupa o cargo de presidente da Câmara de Representantes do estado da Flórida e é alinhado a Trump, foi anunciado como o indicado para a embaixada em junho. A divulgação gerou críticas dentro da diplomacia brasileira, uma vez que o processo de análise e aceitação de agrément é normalmente sigiloso, com o nome do indicado sendo informado ao país que receberá o embaixador antes de sua divulgação pública.
Em agosto, a nomeação de Perez foi aprovada pelo Senado dos EUA com um resultado apertado, de 51 votos a favor e 47 contra.
Atuação em solo brasileiro
Desde janeiro de 2025, o Brasil não conta com um embaixador dos Estados Unidos. Atualmente, Gabriel Escobar ocupa a função de encarregado de Negócios da Embaixada dos EUA no Brasil. Em uma entrevista concedida em agosto a um canal de Miami, Perez mencionou que sua prioridade, ao assumir o cargo, será a segurança e proteção dos cidadãos americanos no Brasil.
Ele também se manifestou sobre as eleições presidenciais brasileiras, afirmando que a decisão cabe aos brasileiros, os quais têm um processo eleitoral a ser seguido em outubro. “Quem quer que saia como vencedor, será o líder do Brasil e será com quem estarei trabalhando”, declarou.


