O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou, nesta quarta-feira (9), a quebra completa do sigilo das investigações envolvendo o caso Master, que ele classifica como “o maior crime financeiro da história do Brasil”. A declaração de Lula surge em um momento de crise profunda no Supremo Tribunal Federal (STF), onde ministros estão envolvidos em disputas relacionadas às investigações do caso e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em uma postagem nas redes sociais, Lula enfatizou a urgência da medida, afirmando que “o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”.
“O Brasil precisa saber a verdade”, concluiu o presidente.
O tom de urgência é reforçado pela crítica do presidente aos vazamentos seletivos que, segundo ele, têm impactos diretos nas eleições. Lula argumentou que a quebra do sigilo das investigações deve ser total, “seja quem for, doa a quem doer”.
Entenda a crise no Supremo
A atual crise no STF se intensificou com a decisão do ministro André Mendonça de retirar o sigilo de relatórios parciais da Operação Compliance Zero, da qual é relator. Esta operação investiga corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente cometidas por Vorcaro.
No material que foi divulgado, estão contidas 52 mensagens que, segundo os investigadores, foram enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. As mensagens revelam uma proximidade notável entre o ex-banqueiro e Moraes, além de incluir um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Atualmente, Moraes nega qualquer contato com Vorcaro. Após a divulgação das mensagens, o ministro divulgou um “relatório de inteligência” da Polícia Federal, que sugere que Mendonça estaria direcionando investigações contra adversários políticos no âmbito do caso Master.
A crise continua a se desenrolar no STF, com desdobramentos que incluem a suspensão de decisões de Mendonça e de intervenções de outros ministros, como Edson Fachin, que cancelou uma sessão plenária programada para hoje.

