Lula terá oposição forte no congresso e pouca folga no orçamento em 2027

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Reeleito com 51,79% dos votos válidos, Luiz Inácio Lula da Silva começará seu quarto mandato, em janeiro de 2027, sem maioria própria no Congresso e com dificuldades para financiar compromissos assumidos durante a campanha.

O PL, partido de Flávio Bolsonaro, terá a maior bancada da Câmara, com 121 deputados, contra 70 do PT. No Senado, a sigla deverá reunir 29 dos 81 parlamentares, enquanto o PT terá dez. Para aprovar projetos, Lula dependerá de negociações com MDB, PSD, União Brasil, PP e Republicanos, partidos que não votam necessariamente com o governo.

Nos estados, o presidente também encontrará dificuldades para construir alianças. O PL governará seis unidades da Federação, incluindo os três estados do Sul. O Republicanos comandará quatro, entre eles São Paulo e Minas Gerais. O PT terá quatro governadores. A distribuição partidária, porém, não significa oposição automática de todos os demais governos estaduais.

O orçamento é outro obstáculo. A proposta para 2027 prevê superávit primário de R$ 18,6 bilhões, enquanto despesas obrigatórias e limites fiscais restringem a ampliação dos gastos. Promessas como tarifa zero no transporte público, expansão do Pé-de-Meia e novos programas sociais exigirão recursos e, em alguns casos, aprovação parlamentar.

A margem de negociação também diminuiu com o fortalecimento das emendas parlamentares obrigatórias, que reduziram a capacidade do Executivo de utilizar a liberação de recursos como instrumento político.

O primeiro teste será a eleição das presidências da Câmara e do Senado, em fevereiro, seguida pelas negociações para formar maiorias e votar as prioridades do novo governo.

Siga @dia1brasil para acompanhar as negociações políticas e os primeiros desafios do novo mandato presidencial.

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