Outubro Rosa: Brasil terá 78 mil novos casos de câncer de mama por ano e diagnóstico ainda é desafio no SUS

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O Outubro Rosa começa com um dado que dimensiona o problema: o INCA estima 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Entre as mulheres, o câncer de mama será o mais frequente, com cerca de 78,6 mil novos diagnósticos anuais.

O rastreamento é apenas a primeira etapa. Quando a mamografia identifica uma alteração suspeita, ainda podem ser necessários exames de confirmação, como biópsia e análise anatomopatológica. A própria legislação estabelece prazo de até 30 dias para a realização dos exames necessários quando a principal hipótese diagnóstica é câncer.

A capacidade da rede, porém, é desigual. O Brasil tem pouco mais de 4,4 mil médicos patologistas, especialistas responsáveis por grande parte dos diagnósticos definitivos de câncer. A concentração desses profissionais e da estrutura laboratorial em determinadas regiões pode ampliar o tempo entre a suspeita e a confirmação da doença.

O Ministério da Saúde tenta reduzir esse intervalo com a expansão da patologia digital. Em 2026, o Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer realizou 56,5 mil procedimentos em 25 unidades da Federação e reduziu para oito dias o tempo médio de liberação dos laudos processados pelo programa.

No Outubro Rosa, portanto, o desafio não termina na mamografia. Encontrar uma alteração cedo só produz todo o benefício esperado quando a paciente consegue confirmar o diagnóstico e chegar ao tratamento sem atrasos evitáveis.

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