Stephen Hubbard, um professor aposentado de 74 anos oriundo dos Estados Unidos, foi libertado nesta quarta-feira (21) após estar sob custódia na Rússia desde 2022.
A informação foi confirmada pelo presidente Vladimir Putin durante um encontro com o enviado americano Steve Witkoff, realizado em São Petersburgo.
Na reunião, Putin não forneceu detalhes adicionais sobre a liberação, mas Witkoff expressou gratidão em nome da nação americana. “O presidente agradece, toda a nossa nação agradece, por causa de Stephen Hubbard. Graças ao senhor, ele está voltando para casa, para sua família”, declarou Witkoff em um encontro que foi transmitido pela televisão.
Contexto da Detenção
Hubbard foi detido em abril de 2022 na cidade de Izyum, localizada no leste da Ucrânia. As autoridades russas afirmaram que o professor havia se envolvido em atividades mercenárias, atuando em um posto de controle militar ucraniano. Ele foi condenado a uma pena de seis anos e 10 meses em um julgamento que ocorreu a portas fechadas.
De acordo com a promotoria, Hubbard teria se juntado a uma unidade de defesa territorial na Ucrânia, onde teria recebido treinamento, armas e munição, além de ter sido prometido um pagamento de mil dólares mensais, equivalente a cerca de cinco mil reais. A mídia estatal russa relatou que ele se declarou culpado das acusações.
No entanto, Martin De Luca, advogado de Hubbard, contestou essas alegações, afirmando que as acusações eram falsas e que seu cliente não fazia parte de nenhuma unidade de combate militar. Em uma entrevista à Reuters em 2024, a irmã de Hubbard, Patricia Fox Hubbard, também negou que ele tivesse se envolvido em atividades militares, descrevendo-o como “totalmente alheio a questões militares” devido à sua idade avançada.
Agradecimentos e Implicações
O advogado Martin De Luca expressou sua gratidão ao ex-presidente Donald Trump e a outras autoridades americanas que contribuíram para a libertação de Hubbard. Em comunicado, ele descreveu a libertação como “um dividendo conquistado ao longo do árduo caminho para a paz”. Trump também confirmou a libertação em sua rede social, afirmando que os Estados Unidos não precisaram oferecer nada em troca.
Até a data de sua libertação, Stephen Hubbard era o único prisioneiro americano detido pela Rússia classificado por Washington como “detido injustamente”. No ano anterior, o governo Trump já havia conseguido a libertação de outro americano, o professor Marc Fogel, que cumpria uma pena de 14 anos por tráfico de drogas.


