O Brasil voltou a acender o alerta para o sarampo. Dados do Ministério da Saúde mostram que apenas 35,2% dos municípios atingiram, em 2025, a meta de 95% de cobertura da segunda dose da tríplice viral.
Isso significa que quase 65% das cidades ficaram abaixo do nível recomendado.
Na primeira dose, o cenário é melhor: 64,6% dos municípios alcançaram a meta. A diferença é importante porque não significa que 65% das cidades estejam com baixa cobertura em todas as etapas da vacinação, mas revela uma fragilidade justamente na conclusão do esquema.
O risco aumentou em 2026 com o avanço do sarampo nas Américas. Até 5 de outubro, o Brasil havia registrado 52 casos associados à entrada do vírus no país ou sob investigação epidemiológica, principalmente em São Paulo. Apesar disso, o país continua oficialmente livre da circulação endêmica da doença.
O sarampo é altamente contagioso e pode provocar complicações como pneumonia e encefalite. O Brasil perdeu o certificado de eliminação em 2019, após o retorno da transmissão sustentada, e recuperou o reconhecimento internacional em 2024.
O Ministério da Saúde vem intensificando vacinação, busca ativa de casos e bloqueio vacinal nas áreas com registros da doença. A orientação para famílias é conferir a caderneta e procurar uma unidade do SUS quando houver doses em atraso.


