Segundo Etchegoyen, golpe só não prosperou porque as Forças Armadas refluíram e resistiram a pressão

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O general da reserva Sergio Etchegoyen, ex-ministro do GSI no governo Michel Temer, afirmou que o Brasil não sofreu um golpe após as eleições de 2022 porque as Forças Armadas não aderiram a uma ruptura institucional.

Em entrevista à CNN na noite de quarta-feira (19), Etchegoyen disse não acreditar na existência de uma conspiração ampla entre militares para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Também classificou como injusto o processo contra integrantes das Forças Armadas envolvidos no caso.

A declaração contrasta com o entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal nos julgamentos da trama golpista. Militares e integrantes do governo Jair Bolsonaro foram condenados por crimes relacionados à tentativa de ruptura da ordem democrática. O próprio STF reconheceu, porém, que houve resistência dentro das Forças Armadas às medidas discutidas após a derrota eleitoral.

Etchegoyen argumentou que não houve mobilização de tropas nem adesão institucional dos quartéis. “Não tivemos golpe porque as Forças Armadas não aderiram”, afirmou.

A fala recoloca no debate a diferença entre a participação individual de militares condenados e a atuação institucional das Forças Armadas durante a crise que sucedeu a eleição de 2022.

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