O Ministério da Saúde anunciou a distribuição de 400 mil testes para rastreamento do câncer colorretal, doença que atinge o intestino grosso e o reto.
A primeira etapa de implantação está prevista para novembro, começando pelas capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.
O exame, chamado teste imunoquímico fecal (FIT), identifica pequenas quantidades de sangue nas fezes que não podem ser percebidas a olho nu. Esse sangue pode estar associado a pólipos, lesões pré-cancerígenas ou tumores, permitindo investigar alterações antes do aparecimento de sintomas.
A estratégia é destinada inicialmente a homens e mulheres de 50 a 75 anos que não apresentam sintomas. A coleta é simples e não exige, nessa primeira etapa, um procedimento invasivo como a colonoscopia.
Se o resultado for positivo, o paciente deverá passar por avaliação e poderá ser encaminhado para colonoscopia. A presença de sangue nas fezes não significa necessariamente câncer, assim como um resultado negativo não exclui completamente a doença.
Pessoas com sangramento intestinal, alterações persistentes no funcionamento do intestino, anemia sem causa esclarecida ou histórico familiar relevante precisam de avaliação médica, independentemente da faixa etária prevista para o rastreamento.
A distribuição será gradual, e o calendário de atendimento dependerá da organização das unidades de saúde de cada município. Em Goiânia, ainda é necessário confirmar quais unidades iniciarão a oferta em novembro.
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