Arquivo de PIB - Dia 1 https://dia1brasil.com.br/tag/pib/ Seu portal de notícias de Goiás Wed, 23 Sep 2026 12:55:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://dia1brasil.com.br/wp-content/uploads/2024/03/cropped-D1-32x32.webp Arquivo de PIB - Dia 1 https://dia1brasil.com.br/tag/pib/ 32 32 OCDE prevê crescimento global de 2,9% em 2026 e destaca impactos da energia https://dia1brasil.com.br/ocde-preve-crescimento-global-de-29-em-2026-e-destaca-impactos-da-energia/ https://dia1brasil.com.br/ocde-preve-crescimento-global-de-29-em-2026-e-destaca-impactos-da-energia/#respond Wed, 23 Sep 2026 12:55:29 +0000 https://dia1brasil.com.br/?p=8253 A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou um relatório interino de perspectivas econômicas, onde avalia que o crescimento global perdeu ímpeto no início de 2026, mas se manteve resiliente em diversas nações, mesmo diante dos efeitos negativos do conflito no Oriente Médio. Conforme o documento, divulgado nesta quarta-feira (23), a existência de […]

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A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou um relatório interino de perspectivas econômicas, onde avalia que o crescimento global perdeu ímpeto no início de 2026, mas se manteve resiliente em diversas nações, mesmo diante dos efeitos negativos do conflito no Oriente Médio.

Conforme o documento, divulgado nesta quarta-feira (23), a existência de estoques elevados de petróleo, a oferta adicional proveniente de países fora das economias do Golfo e as medidas de apoio implementadas por governos contribuíram para atenuar os impactos na economia mundial.

A atividade relacionada à inteligência artificial (IA) também desempenhou um papel fundamental, sustentando investimentos, produção e comércio. Contudo, a OCDE alerta que as projeções econômicas estão intimamente ligadas à busca por uma solução duradoura para o conflito no Oriente Médio.

Preços de energia e inflação em alta

A organização observa que os preços da energia registraram uma nova alta em função das interrupções na produção e exportação provenientes do Golfo. As margens de refino, elevadas devido a gargalos produtivos, estão pressionando tanto os preços ao consumidor quanto os custos das empresas. Além disso, alguns preços agrícolas também apresentaram aumentos significativos nos últimos meses, em parte em decorrência de eventos climáticos extremos que afetaram a oferta.

O relatório ainda menciona que mudanças nas políticas comerciais, como a imposição de tarifas e restrições à exportação, têm gerado incertezas e contribuído para rupturas na oferta. A OCDE estima que as novas tarifas bilaterais dos Estados Unidos, que entraram em vigor em julho, elevaram em cerca de 1 ponto porcentual a tarifa efetiva média americana.

A elevação das taxas de juros de longo prazo, que atingiram os maiores níveis em 15 anos ou mais em diversas economias, também é um fator de preocupação, especialmente devido a riscos fiscais de longo prazo e à intensa emissão de títulos por empresas ligadas à IA. Apesar disso, a OCDE ressalta que as condições financeiras em geral permanecem favoráveis, com bolsas em níveis elevados e uma melhora no crescimento do crédito.

Projeções de crescimento econômico

A OCDE projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) global crescerá 2,9% em 2026 e 3,0% em 2027. Comparado às estimativas divulgadas em junho, a previsão para 2026 foi ajustada para cima em 0,1 ponto porcentual, enquanto a de 2027 foi reduzida em 0,1 ponto. Nos Estados Unidos, a previsão de crescimento é de 2,2% em 2026 e 2,1% em 2027, com revisões de +0,2 e +0,3 ponto porcentual, respectivamente.

Para a zona do euro, a OCDE estima um crescimento de 1,0% em 2026 (+0,2 ponto) e 1,0% em 2027 (-0,2 ponto). Na China, a previsão se mantém em 4,5% para 2026, mas a de 2027 foi reduzida em 0,1 ponto, para 4,2%.

A inflação, segundo a OCDE, deve aumentar no curto prazo, refletindo o avanço dos preços das commodities, antes de se reduzir gradualmente em 2027, à medida que os custos da energia diminuem e a política monetária mais restritiva ajuda a controlar as pressões inflacionárias. A inflação total do G20 é projetada para cair de 4,1% em 2026 para 3,6% em 2027, enquanto a inflação subjacente nas economias avançadas deve desacelerar de 2,7% para 2,5%.

A OCDE enfatiza que a incerteza é significativa, especialmente no que diz respeito ao setor de energia. A normalização mais rápida dos mercados de petróleo e gás poderia aliviar as pressões inflacionárias e apoiar a atividade econômica, enquanto interrupções persistentes poderiam acarretar inflação mais alta e crescimento reduzido. Entre outros riscos, a OCDE menciona os impactos climáticos sobre a oferta, incluindo a possibilidade de um El Niño forte que afete a produção agrícola e pressione os preços dos alimentos.

Por fim, a organização recomenda que os bancos centrais mantenham as expectativas de inflação bem ancoradas e que ajustes adicionais possam ser necessários diante de pressões de preços ou deterioração significativa das perspectivas de crescimento. O relatório também defende uma supervisão cuidadosa para garantir a estabilidade financeira e a implementação de regulamentações para intermediários financeiros não bancários e criptoativos.

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Copom reduz Selic para 13,75% em meio à desaceleração econômica https://dia1brasil.com.br/copom-reduz-selic-para-1375-em-meio-a-desaceleracao-economica/ https://dia1brasil.com.br/copom-reduz-selic-para-1375-em-meio-a-desaceleracao-economica/#respond Tue, 22 Sep 2026 17:31:48 +0000 https://dia1brasil.com.br/?p=8174 Banco Central reduz a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, refletindo a desaceleração da economia e a queda da inflação. A desaceleração da economia, a queda da inflação e os impactos da taxa de juros elevada sobre o crédito foram fatores determinantes para que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidisse reduzir […]

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Banco Central reduz a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, refletindo a desaceleração da economia e a queda da inflação.

A desaceleração da economia, a queda da inflação e os impactos da taxa de juros elevada sobre o crédito foram fatores determinantes para que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidisse reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14% para 13,75% ao ano. A decisão foi divulgada na ata da reunião realizada na última terça-feira (22).

O documento destaca que os últimos indicadores econômicos apontam para uma moderação gradual da atividade econômica, especialmente em setores mais sensíveis ao ciclo econômico. Apesar disso, a economia demonstra resiliência e o mercado de trabalho continua aquecido.

Desempenho do PIB e expectativa de inflação

Segundo a ata, a leitura mais recente do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao segundo trimestre deste ano confirmou a desaceleração já apontada por outros dados. Essa desaceleração foi mais acentuada em atividades econômicas e componentes da demanda que são mais afetados pela taxa de juros. O Copom reafirmou que “o arrefecimento da demanda agregada é elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta”.

Além disso, o documento ressalta que a inflação ao consumidor perdeu força nos últimos meses. Tanto o índice cheio quanto a média das medidas subjacentes apresentaram desaceleração. Em um período de 12 meses, ambos os indicadores ficaram abaixo do limite superior do intervalo de tolerância da meta, embora ainda estejam acima do centro da meta de inflação.

Impacto da política monetária e cautela do Banco Central

Outro ponto abordado pelo Banco Central refere-se ao mercado de crédito, onde os dados mais recentes refletem um cenário de desaceleração do crescimento econômico em um ambiente de política monetária restritiva. O Copom destacou que a transmissão da política monetária contracionista para a atividade econômica vem se acumulando de forma gradual. Os juros elevados têm sido essenciais para o processo de desinflação, apesar de a inflação ainda estar pressionada pela demanda.

Apesar dos sinais de melhora, o Banco Central mantém um tom cauteloso. As expectativas de inflação seguem acima da meta em todos os horizontes analisados. A pesquisa Focus, mencionada no documento, indica projeções de 4,9% para 2026 e 4,3% para 2027.

O comitê considera que, em um ambiente de expectativas desancoradas, é necessário um nível maior de restrição monetária por um período mais prolongado do que o anteriormente considerado para assegurar a convergência da inflação para a meta.

Além disso, a ata destaca o aumento das incertezas no cenário internacional, em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio e incertezas quanto à condução da política monetária nas principais economias desenvolvidas. O Banco Central ainda apontou que uma desaceleração mais significativa da economia brasileira e global, bem como uma queda nos preços das commodities, poderiam ajudar a reduzir a inflação.

Ao justificar a decisão sobre a redução da Selic, o Copom afirmou que o corte de 0,25 ponto percentual está alinhado com a estratégia de convergência da inflação para a meta ao longo do horizonte relevante da política monetária. O colegiado enfatizou que continuará monitorando o cenário econômico para manter o grau de restrição necessário ao controle da inflação.

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Estudo da USP aponta impacto das apostas na economia brasileira https://dia1brasil.com.br/estudo-da-usp-aponta-impacto-das-apostas-na-economia-brasileira/ https://dia1brasil.com.br/estudo-da-usp-aponta-impacto-das-apostas-na-economia-brasileira/#respond Wed, 16 Sep 2026 12:07:42 +0000 https://dia1brasil.com.br/?p=7778 Um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), vinculado à Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA/USP), revelou que as apostas, ou bets, estão causando uma redução significativa no consumo e na atividade econômica do Brasil. Estima-se que, até o ano de 2025, essas atividades […]

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Um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), vinculado à Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA/USP), revelou que as apostas, ou bets, estão causando uma redução significativa no consumo e na atividade econômica do Brasil. Estima-se que, até o ano de 2025, essas atividades possam resultar em perdas entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões, o que representa de 0,9% a 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Os pesquisadores destacam que essa magnitude de perda corresponde a cerca de 40% a 50% de todo o crescimento esperado da economia para 2025. Além disso, essa quantia é aproximadamente cinco vezes maior do que as estimativas para o impacto do aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre o PIB brasileiro. Mesmo ao considerar os empregos diretos e indiretos gerados pelas bets, o cenário permanece inalterado, segundo a pesquisa.

Perdas fiscais significativas

O estudo também aponta que a redução na atividade econômica pode acarretar uma perda de arrecadação fiscal entre R$ 31,1 bilhões e R$ 54,8 bilhões. Mesmo considerando a arrecadação de cerca de R$ 9 bilhões diretamente obtidos pelas plataformas de apostas, o impacto líquido nas contas públicas ainda seria negativo, variando entre R$ 22 bilhões e R$ 46 bilhões.

“Esse valor representa de 10% a 20% do orçamento destinado à saúde pública em São Paulo para 2025, demonstrando que, apesar da arrecadação direta, as bets geram uma perda de atividade econômica que supera essa receita”, afirmam os autores da pesquisa.

Endividamento e concentração de renda

Os pesquisadores também consideram que as apostas podem ter contribuído para o aumento do endividamento das famílias. Se o saldo do crédito para pessoa física cresceu em cerca de R$ 450 bilhões e a transferência líquida de R$ 62,5 bilhões foi financiada por esse novo crédito, isso poderia corresponder a aproximadamente 14% do aumento do endividamento em 2025.

Além disso, o estudo sugere que as bets podem ter intensificado a concentração de renda no país. Com o 1% mais rico da população detendo cerca de 24% da renda nacional, a transferência de recursos das famílias para as apostas pode ter elevado a concentração de renda dessa camada entre 0,5% e 2,1%, dependendo de quem recebe os lucros das casas de apostas.

“No cenário mais conservador, retiramos R$ 62,5 bilhões da renda dos 99% mais pobres, enquanto no cenário mais extremo adicionamos esse valor à renda do 1% mais rico. Mesmo a primeira situação já representa um efeito considerável em um país onde a desigualdade é elevada”, concluem os pesquisadores.

A pesquisa conclui que os efeitos das apostas vão além dos impactos individuais, apresentando consequências macroeconômicas que podem aumentar a desigualdade, reduzir a demanda e afetar significativamente o PIB, além de comprometer a arrecadação fiscal e impactar as contas públicas.

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