Quase quatro décadas depois da estreia, Top Gun ainda vende a mesma imagem: jaqueta de couro, óculos aviador, motos, caças, trilha grudenta e Tom Cruise no ponto exato em que virou astro global.
Lançado nos cinemas dos EUA em 16 de maio de 1986, o filme dirigido por Tony Scott transformou uma história simples de pilotos navais em fenômeno pop.
A bilheteria mundial passou de US$ 357 milhões, segundo o Box Office Mojo, e colocou Maverick no centro da cultura dos anos 80.
A trilha ajudou a segurar o filme por décadas. Danger Zone, de Kenny Loggins, virou assinatura imediata das cenas aéreas, enquanto Take My Breath Away, do Berlin, ganhou o Oscar de Melhor Canção Original. O pacote era comercial, visual e musical ao mesmo tempo.
O impacto também chegou à Marinha dos EUA.
A ideia de que o recrutamento disparou 500% é contestada, mas checagens com dados oficiais apontam alta real de 8,3% nas entradas da força no ano fiscal de 1985/86.
Em 2015, Top Gun foi incluído no National Film Registry, lista da Biblioteca do Congresso que preserva obras consideradas relevantes para a cultura americana.
Aos 40 anos, o filme segue como uma peça rara de Hollywood: um blockbuster que vendeu moda, música, carreira militar e uma estrela de cinema no mesmo pacote.





