O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, realizadas nesta terça-feira (3).
Com os democratas projetados para assumir o controle da Câmara e do Senado, ele rejeitou a interpretação de que o resultado representasse uma reprovação ao seu governo.
“Eu não estava na cédula”, afirmou Trump, que também declarou que os republicanos teriam vencido por ampla margem caso ele estivesse disputando a eleição. Em entrevista à Fox News, disse que esperava transferir sua popularidade aos candidatos do partido, mas reconheceu que isso não aconteceu.
O presidente atribuiu parte das derrotas ao desempenho dos próprios republicanos e à dificuldade de mobilizar eleitores. Apesar das críticas, parabenizou os adversários pela vitória. Também reconheceu que a guerra contra o Irã pode ter influenciado o voto, especialmente pelos efeitos sobre os preços dos combustíveis.
Nas redes sociais, Trump publicou a imagem de um boné com a palavra “VETO”. O presidente afirmou que poderá barrar projetos democratas considerados inaceitáveis por sua administração.
A partir de janeiro de 2027, os democratas passarão a comandar as duas casas do Congresso. Poderão investigar integrantes do governo, controlar comissões parlamentares e impedir a confirmação de indicados presidenciais no Senado.
Trump continuará com o poder de vetar projetos aprovados pelo Legislativo. A relação entre a Casa Branca e o novo Congresso será determinante para a aprovação de leis e do orçamento federal nos dois anos finais de seu mandato.
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