Tribunal Superior Eleitoral suspende jingle de Lula que associa Flávio Bolsonaro a corrupção e milicianos, citando desinformação.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, decidiu suspender, neste sábado (26), um jingle da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O conteúdo da propaganda associava Flávio Bolsonaro (PL) à compra de imóveis em dinheiro vivo, a um esquema de rachadinha, além de mencionar o caso do Banco Master.
“Quem pediu Daniel Vorcaro R$ 61 milhões pra fazer o filme do pai? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem teve vários depósitos em dinheiro na loja de chocolate? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem é acusado de comandar o esquema de ‘rachadinha’ no gabinete do Flávio? É o Queiroz, amigo do Flávio”, diz um trecho do jingle que ataca o senador.
Na decisão, Nunes Marques apontou que a propaganda continha “descontextualização grave”, caracterizando desinformação. Ele destacou que a controvérsia envolvia a possível desqualificação da honra do representante, além da gravidade das afirmações divulgadas.
Acusações na propaganda eleitoral
O jingle em questão também criticava uma homenagem feita por Flávio Bolsonaro a Adriano da Nóbrega, um ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que se tornou uma figura proeminente no crime organizado no Rio de Janeiro. A propaganda questionava: “Quem homenageou o miliciano Adriano da Nóbrega com a medalha? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem comprou pelo menos 51 imóveis em dinheiro vivo?”
A decisão liminar que suspendeu a veiculação da propaganda será válida até o julgamento do pedido principal. Nunes Marques determinou: “Ante o exposto, defiro o pedido liminar para suspender a veiculação da inserção e do programa de rádio impugnados (‘Foi o Flávio Bolsonaro’), até o julgamento do pedido principal desta representação.”
A peça publicitária, que foi transmitida entre os dias 28 e 31 de agosto de 2026, ocorreu em sete ocasiões por quatro emissoras de rádio e TV.


