segunda-feira, maio 4, 2026

A pesquisa que desenha a primeira etapa da pré-campanha em Goiás

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A Quaest não apenas colocou Daniel Vilela na frente. Ela mostrou que a pré-campanha começa com governo organizado, oposição dispersa e adversários ainda sem força para transformar recall ou bolsonarismo em ameaça concreta.

Divulgado em 30.abr.2026, o levantamento Genial/Quaest ouviu 1.104 eleitores entre 24 e 28 de abril, com margem de erro de 3 pontos e registro GO-00211/2026. No primeiro recorte estimulado, Daniel aparece com 33%, Marconi Perillo com 21%, Adriana Accorsi com 10% e Wilder Morais com 9%; nas simulações de segundo turno, o emedebista também lidera contra Marconi e Wilder.


O dado que mais pesa contra Marconi não é o segundo lugar, mas o teto. Governador de Goiás em ciclos longos e hoje uma das principais figuras nacionais do PSDB, ele conserva lembrança forte no eleitorado, mas carrega 50% de rejeição, índice alto para quem precisa crescer além da base já convencida. É voto conhecido. E resistência conhecida.


A faixa abaixo dele expõe um incômodo para o PL. Wilder é senador, tem mandato e se apresenta como pré-candidato, mas ainda não conseguiu converter o campo bolsonarista em pressão consistente fora do círculo mais engajado. Adriana, deputada federal pelo PT, pontua perto dele mesmo sem estar em campanha aberta e com base mais concentrada em Goiânia, o que pressiona os dois lados: o PL precisa acelerar; o PT precisa decidir se quer candidatura competitiva ou apenas palanque para Lula.


No retrato de largada, Daniel ganha tempo, Marconi enfrenta o limite da rejeição, Wilder precisa sair da discrição e Adriana vira régua involuntária da oposição. A próxima rodada vai medir se há campanha de verdade fora do Palácio das Esmeraldas.

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