O avanço foi real e começou ainda no verão. Agora, a influenza A perde força na maior parte do país.
Entre janeiro e meados de março, o Brasil registrou 3.584 casos de SRAG provocados pela influenza, contra 1.838 no mesmo período de 2025 — alta de quase 95%. Governos reforçaram leitos, decretaram emergências locais e iniciaram a vacinação antes do pico habitual.
O quadro atual, porém, é diferente. O boletim mais recente da Fiocruz aponta queda das internações por influenza A entre jovens, adultos e idosos. Minas Gerais, Paraná e Roraima ainda apresentam níveis elevados. A influenza B cresce no Distrito Federal, Minas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Em 2026, foram notificadas 115,2 mil internações por SRAG, mas esse total não corresponde apenas à gripe. VSR, rinovírus, covid-19 e outros agentes também podem causar a síndrome.
Febre, tosse, dor no corpo e cansaço são sintomas comuns. Falta de ar, pressão no peito, confusão ou lábios azulados exigem atendimento imediato. Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas correm maior risco.
A vacina continua disponível no SUS para os públicos definidos pelo Ministério da Saúde, conforme o estoque municipal. A Fiocruz manterá o acompanhamento semanal para identificar eventual retomada das internações.
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