A Bayer CropScience, divisão agrícola da multinacional Bayer, apresentou resultados financeiros que refletem um cenário desafiador no terceiro trimestre de 2026.
A receita alcançou 3,884 bilhões de euros, mantendo-se praticamente estável em relação ao ano anterior em valores nominais. No entanto, ao considerar os efeitos cambiais e de portfólio, a receita apresentou uma queda de 2,4%.
Dentre os fatores que impactaram negativamente esse desempenho, destacam-se os efeitos de regulamentações e as condições climáticas desfavoráveis em regiões como Europa, Oriente Médio, África e Ásia-Pacífico. Apesar disso, a empresa observou um crescimento na América Latina, impulsionado pela alta demanda por sementes de milho e soja para a safra de verão.
Desempenho e Rentabilidade
Embora a receita tenha se sustentado em algumas áreas, a rentabilidade da divisão agrícola sofreu uma queda significativa. O Ebitda antes de itens especiais despencou 41,3% em comparação ao mesmo período de 2025, totalizando 101 milhões de euros. A margem Ebitda também recuou 1,9 ponto percentual, estabelecendo-se em 2,6%.
A Bayer atribui essa diminuição à elevação dos custos dos produtos vendidos e das despesas comerciais. É importante ressaltar que o terceiro trimestre historicamente representa o período de menor contribuição para os resultados anuais da divisão, devido à sazonalidade do setor agrícola.
Segmentos de Produtos
Entre os diversos segmentos, o negócio de sementes de soja obteve o melhor desempenho, com um aumento de 4,5% nas vendas ajustadas. A área de sementes e características de milho permaneceu praticamente estável, apresentando uma leve queda de 0,1%. Por outro lado, os segmentos de fungicidas e herbicidas, excluindo o glifosato, enfrentaram uma diminuição de 8,6% cada, também em valores ajustados por câmbio e portfólio.
Resultados Consolidados da Bayer
No panorama geral, a Bayer reportou uma receita total de 10,053 bilhões de euros no terceiro trimestre, o que representa um crescimento de 4,1% em relação ao ano anterior. O Ebitda antes de itens especiais aumentou 6,9%, atingindo 1,615 bilhão de euros, impulsionado em grande parte pela divisão farmacêutica. Entretanto, o resultado líquido da companhia foi um prejuízo de 672 milhões de euros, embora tenha melhorado em relação ao déficit de 963 milhões de euros registrado no mesmo período do ano passado.


