A recente portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) trouxe mudanças significativas na classificação indicativa de diversos programas de televisão e jogos, incluindo o popular Record Kids: Desenhos Bíblicos, da Record TV.
Publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 29 de outubro, a nova regulamentação não apenas alterou a categoria do programa infantil, elevando sua classificação de livre para não recomendado para menores de 12 anos, mas também impactou outros conteúdos. O reality show O Grande Vencedor, da RedeTV!, teve sua classificação elevada de livre para 18 anos, o que representa uma mudança drástica na forma como o programa será exibido.
Alterações na Classificação Indicativa
Além das mudanças mencionadas, o MJSP reclassificou diversos jogos e produções audiovisuais. Veja abaixo algumas das principais alterações:
- OPUS: Prism Peak – de 10 anos para 14 anos;
- Jay and Silent Bob: Chronic Blunt Punch – de 14 anos para 16 anos;
- Bendy: Lone Wolf – de 12 anos para 14 anos;
- Teeto – de livre para 6 anos;
- The Mermaid Mask – de livre para 10 anos;
- O Grande Vencedor – de livre para 18 anos;
- Manifesto TV – de livre para 12 anos;
- Big Walk – de livre para 14 anos;
- Montabi – de livre para 6 anos;
- Contos Paralelos – de 12 anos para 14 anos;
- Filhas da Noite – de livre para 14 anos;
- Fogaréu – de 14 anos para 16 anos;
- Entre a Taça e o Vinho – de 12 anos para 14 anos;
- Killer Frequency – de 12 anos para 14 anos;
- Call of the Sea – de 10 anos para 12 anos.
Justificativa e Reações
O aumento na classificação do Record Kids: Desenhos Bíblicos foi justificado pelo MJSP devido à presença de “atos criminosos, drogas ilícitas, violência e estigma ou preconceito”. Além disso, o ministério recomendou que a exibição do programa ocorra a partir das 20h na televisão aberta.
Até o momento, a Record TV não se manifestou sobre as novas diretrizes. O advogado Wilian Frata protocolou uma ação popular na Justiça Federal, solicitando a suspensão da medida, alegando que a portaria configura uma forma de “perseguição e censura” do Estado contra um “patrimônio da família”.
A equipe do Metrópoles está em contato com a emissora e aguarda uma resposta oficial sobre o ocorrido.


