quinta-feira, abril 23, 2026

Bolsonarismo exibe rachas em três frentes e perde força de unificação

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O entorno de Jair Bolsonaro já não se move como um bloco único. Nas últimas semanas, a disputa interna entre Flávio, Michelle e Eduardo deixou de ser ruído de bastidor e passou a produzir sinais públicos de fragmentação dentro do PL e do bolsonarismo.

De um lado, Flávio tenta se firmar como nome da família para 2026 e já tratou sua candidatura como irreversível, com aval do pai e chancela formal de Valdemar da Costa Neto.

De outro, Michelle preserva capital próprio, sobretudo no eleitorado evangélico e conservador, enquanto aliados próximos resistem a vê-la apenas como coadjuvante. No terceiro polo, Eduardo segue operando com discurso mais duro e menos disciplinado, o que ampliou atritos até com nomes do mesmo campo.

O episódio mais visível desse desgaste veio em fevereiro, quando Eduardo criticou Michelle e Nikolas Ferreira por, segundo ele, não apoiarem como deveriam a pré-candidatura de Flávio.

ias depois, Nikolas apareceu em ato na Paulista sem reforçar a campanha do senador no tom esperado por aliados, e Michelle ficou no centro de novos desconfortos após a nota em que negou ter recebido vídeo enviado por Eduardo para Jair Bolsonaro.

O resultado é um campo mais dividido e menos capaz de alinhar governadores, parlamentares e lideranças religiosas em torno de um comando único.

Análises publicadas nos últimos meses já apontam uma direita fragmentada, e a própria escolha de Flávio não produziu a adesão ampla que os Bolsonaro esperavam fora do núcleo mais fiel.

Hoje, o principal fator de tensão não é só a disputa por 2026, mas a dificuldade da família em manter uma hierarquia política incontestável dentro do próprio grupo.

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