Seleção enfrenta a Noruega nas oitavas da Copa com uma missão que vai além da vaga: voltar a vencer um europeu no mata-mata.
O Brasil entra em campo hoje carregando um incômodo que atravessou cinco Copas. A última vitória brasileira sobre uma seleção europeia em jogo eliminatório foi na final de 2002, contra a Alemanha, quando Ronaldo marcou duas vezes e decidiu o penta.
Desde então, o roteiro pesa. A Seleção caiu para França, Holanda, Alemanha, Bélgica e Croácia em mata-matas de Copa. Venceu adversários de outros continentes, mas travou sempre que encontrou uma escola europeia na hora decisiva.
A Noruega aumenta a pressão. Além de ter Haaland como referência de força, velocidade e bola aérea, a equipe chega confiante e com um dado raro no confronto: o Brasil nunca venceu os noruegueses em jogos de seleções principais.
Ancelotti terá de mexer no meio sem Lucas Paquetá e deve guardar Raphinha como opção para o segundo tempo. A escolha do substituto dirá muito sobre o plano brasileiro: controlar o jogo com mais equilíbrio ou acelerar pelos lados para impedir que a Noruega empurre a partida para cruzamentos e bolas paradas.
O desafio não é só atacar. É cortar o passe para Haaland antes que ele vire finalização. Se o Brasil permitir jogo direto, a Noruega entra no seu terreno favorito.
Quem avançar enfrenta México ou Inglaterra nas quartas de final.

