O Brasil abriu uma disputa formal contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio. O pedido de consultas foi apresentado nesta segunda-feira (27) e contesta duas tarifas adotadas pelo governo Donald Trump.
A primeira cobrança acrescenta 25% a determinados produtos brasileiros sob a justificativa de práticas comerciais consideradas injustas por Washington.
A segunda aplica 12,5% a mercadorias do Brasil e de outros países, com base na avaliação americana de que essas economias não fiscalizam adequadamente a entrada de bens produzidos com trabalho forçado.
Segundo o governo brasileiro, 23,1% das exportações destinadas aos Estados Unidos foram atingidas pelas novas cobranças. Em 16,5% do total exportado, as duas tarifas se acumulam e chegam a 37,5%.
O acionamento da OMC não suspende as taxas. Os países terão até 60 dias para tentar um acordo. Se a negociação fracassar, o Brasil poderá pedir a criação de um painel para julgar o caso.
Pelos prazos previstos na organização, uma disputa pode levar cerca de um ano sem recurso.
Na prática, o julgamento pode demorar mais, principalmente porque o sistema de apelação da OMC continua travado.
Agora, o governo aguarda a resposta americana e tenta negociar a retirada das cobranças enquanto empresas brasileiras arcam com o aumento tarifário.
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