O Brasil pode enfrentar uma sobretaxa de até 37,5% em parte das exportações aos Estados Unidos se duas propostas do governo Trump avançarem sem negociação.
A conta considerada por integrantes do Itamaraty soma a tarifa de 25% proposta pelo USTR contra produtos brasileiros não incluídos em listas de exceção e uma nova cobrança de 12,5% ligada a uma investigação sobre importações produzidas com trabalho forçado.
O segundo processo atinge 60 economias. No caso brasileiro, o USTR afirma que o país não proíbe de forma clara a entrada, para venda interna, de mercadorias feitas total ou parcialmente com trabalho forçado em outras economias. A medida também mira China, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Austrália e outros parceiros comerciais dos EUA.
As duas cobranças ainda não estão em vigor. A tarifa de 25% tem audiência marcada para 6 de julho e prazo de decisão em 15 de julho. A proposta sobre trabalho forçado recebe comentários até 6 de julho e terá audiência no dia 7. O governo brasileiro tenta negociar antes que as medidas sejam aplicadas.

