Marco Antônio Costa, o “Superman” (Novo), candidato ao Senado por Minas Gerais, repetiu três vezes durante uma sabatina que “não existe feminicídio” e defendeu a retirada do crime do Código Penal.
A legislação brasileira diz o contrário. Desde 2024, feminicídio é crime autônomo e prevê pena de 20 a 40 anos para quem mata uma mulher em situação de violência doméstica e familiar ou por menosprezo ou discriminação à condição de mulher.
Costa argumenta que o tipo penal parte de uma premissa equivocada ao identificar a motivação do crime.
Os registros oficiais também dimensionam o problema.
O Brasil contabilizou cerca de 1.568 feminicídios em 2025. Entre janeiro e julho de 2026, foram outras 848 vítimas. Só em Minas Gerais, 79 mulheres foram mortas em casos classificados como feminicídio nesse período.
Paulista de nascimento e radicado em Minas, Superman tenta conquistar espaço principalmente entre eleitores da direita e disputa esse público diretamente com outros candidatos conservadores. No Datafolha de agosto, aparece com 3% na corrida ao Senado.
Declarações de forte confronto ajudam um candidato ainda pouco conhecido a ganhar exposição, mas também ampliam a cobrança sobre suas propostas.
A discussão agora deve acompanhar a campanha mineira enquanto Costa mantém a defesa da revogação do crime de feminicídio.
Especialistas teme que a “tese” defendida pela candidato é apenas a porta que dá acesso a retirada de proteção às mulheres e não uma “correção jurídica” que ele alega expor – vários juristas já manifestaram que o argumento de Marco Antônio não encontra respaldo acadêmico em nenhum legislação do mundo.
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