César Moura diz que Goiás entrega políticas sociais que governos de esquerda “prometem e não entregam”

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Secretário da Retomada defende modelo social do governo estadual e cita Crédito Social como exemplo de política pública voltada a vulneráveis e ao comércio local

O secretário estadual da Retomada, César Moura, afirmou que Goiás executa políticas sociais que, segundo ele, muitos governos de esquerda “prometem e não entregam”. A declaração foi dada em entrevista ao Domingos Conversa, ao comentar os programas sociais desenvolvidos no Estado e a continuidade das ações no governo Daniel Vilela.

“Se eu olhar o que o social de Goiás fez, tem muito governo de esquerda aí que promete e fala bonito desses temas, mas não entrega nada. Aqui tem entrega”, afirmou César ao jornalista Domingos Ketelbey.

A fala ocorreu quando o secretário comentava a transição de Ronaldo Caiado para Daniel Vilela no comando do Governo de Goiás. Segundo César, os dois têm perfis diferentes, mas mantêm a mesma cobrança por resultados e a continuidade dos programas sociais.

“É difícil falar, são dois perfis diferentes. O perfil pessoal de cada um, cada um tem um jeito de agir. Mas o principal é a preocupação com as entregas: a cobrança é a mesma”, disse. “A gente tem diferença de pessoas, de perfil, de temperamento, mas o olhar e o compromisso com segurança, com educação, com recurso público, é o mesmo.”

Como exemplo, César citou o Crédito Social, programa voltado a pessoas em situação de vulnerabilidade. Segundo ele, o beneficiário faz curso de capacitação profissional e pode receber até R$ 5 mil para montar ou fortalecer um pequeno negócio.

“É só Goiás que tem Crédito Social. A pessoa que está em extrema vulnerabilidade faz um curso de capacitação profissional e ganha até R$ 5 mil para montar o seu pequeno negócio”, afirmou.

O secretário também destacou que o recurso tem uso restrito ao bairro ou à cidade onde o beneficiário mora. Para César, esse desenho permite que uma mesma política pública atenda a população vulnerável e movimente o comércio local.

“Esse recurso só pode ser gasto no bairro ou na cidade onde ela mora. Ela recebe um cartãozinho. Fiz um curso de corte e costura, vou comprar uma máquina de costura, tem que comprar na cidade”, explicou. “É um benefício para quem está em vulnerabilidade e um benefício para quem está no comércio local.”

Na avaliação do secretário, a lógica do programa é uma das marcas da política social goiana. Ele afirmou que a pandemia mostrou a importância de fortalecer a economia local, especialmente nos municípios menores e nos bairros periféricos.

“O dever de casa que nos sobra pós-pandemia é fortalecer a economia local da nossa cidade. E esse trabalho é feito”, disse.

César chegou a comparar o modelo do Crédito Social com programas federais de transferência de renda. Segundo ele, se o Bolsa Família tivesse mecanismo semelhante, com gasto direcionado ao comércio local, o impacto nos municípios seria maior.

“Se o Bolsa Família fosse um cartãozinho que só funcionasse no comércio local, o tanto que o comércio local estaria mais forte do Brasil”, afirmou.

O secretário disse ainda que Goiás conseguiu operacionalizar o modelo mesmo sem ter banco público estadual. “Goiás não tem nem banco, nós temos uma agência de fomento e conseguiu”, afirmou.

Na entrevista, César também defendeu que o mesmo recurso público pode atender mais de uma finalidade quando a política é bem desenhada. “É mostrar que, com o mesmo recurso, a gente atinge duas políticas públicas: fortalecer o comércio local e atender os mais vulneráveis”, disse.

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