O avanço da chikungunya em 2026 já acendeu um novo alerta sanitário no país. Até o fim de março, o Brasil soma cerca de 21,7 mil casos prováveis e 15 m0rtes confirmadas, com crescimento visível nas últimas semanas.
O dado que mais chama atenção está em Mato Grosso do Sul, que sozinho concentra quase metade dos óbitos registrados até agora.
Mato Grosso do Sul virou o principal foco da doença no país. O estado já passou de 3,5 mil casos prováveis, lidera a incidência nacional e reúne 7 das 15 m0rtes confirmadas.
Dourados entrou no centro da resposta pública após aumento rápido de notificações, confirmações e internações, sobretudo em áreas indígenas.
O município decretou situação de emergência, enquanto o Ministério da Saúde reforçou a assistência, reorganizou o atendimento e ampliou a atuação no território.
A varredura nacional mostra que Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Rondônia e São Paulo também aparecem entre os estados mais pressionados, seja por volume de casos, por incidência ou por registros de óbito.
Em Goiás, o crescimento já entrou na pauta oficial da Secretaria Estadual de Saúde.
O quadro ainda é menor que o da dengue, mas a chikungunya preocupa por outro motivo: além da febre, costuma provocar dores articulares intensas e duradouras, que podem se arrastar por meses ou até anos em parte dos pacientes.
A resposta do poder público agora combina controle do mosquito, vigilância epidemiológica, ampliação da rede assistencial e uso controlado da vacina em projeto piloto.
A Anvisa aprovou a primeira vacina contra chikungunya em 2025, e a estratégia começou a ser expandida em municípios selecionados.
Nesta semana, Mato Grosso do Sul foi incluído nesse movimento, num sinal de que o surto local já ultrapassou o nível de preocupação rotineira e passou a exigir reação mais dura do sistema de saúde.

